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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

A Cruz Vermelha de Cabo Verde - CVCV e a Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde - EHTCV vão, dar continuidade ao projeto “Refeição Quente”, que garantirá, de segunda a sábado, uma refeição quente às camadas mais carenciadas da cidade da Praia.

 A Cruz Vermelha de Cabo Verde, no âmbito da sua natureza estatutária, de entre várias outras missões, tem a de debelar o sofrimento e as enormes privacidades por que passa a franja mais carenciada da nossa população, com uma forte incidência nos idosos, deficientes, mães solteiras, entre outras que viram as suas condições agravadas fase a situação calamitosa que o país vive, em consequência do surgimento e evolução da COVID-19, assinou hoje, 29 de julho, na sede desta instituição humanitária, no plateau, um protocolo de cooperação com a Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde.

 

Considerando a importância do ato, as duas partes fizeram-se representar ao mais alto nível, ou seja, a Cruz Vermelha de Cabo Verde pelo seu Presidente, Dr. Arlindo Soares de Carvalho, acompanhado do Secretário-geral, Dr. Salomão Furtado e mais alguns membros do Conselho Executivo, enquanto a Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde, pelo seu Presidente do Conselho de Administração, Dr. Sérgio Sequeira, coadjuvado pelas Responsáveis do Controlo de Qualidade e da Comunicação e Marketing, Engª. Augusta Vaz e Dra. Isilda Monteiro respetivamente.

 

Por diversas vezes, em situações normais, a abnegada entrega da CVCV nas suas ações de cariz humanitária, nos domínios da educação, saúde, infância, juventude, terceira idade, ambiente, catástrofe, emergência e primeiros socorros são restringidas por falta de recursos financeiros disponível mormente nas situações adversas como as que Cabo Verde vive presentemente.

 

É nesse contexto que a CVCV congratula com esta parceria, disponibilidade e boa vontade da EHTCV na implementação do projeto “Refeições Quentes” que vai diminuir o padecimento e matar a fome de pessoas singulares e famílias em situação de emergência social na cidade da Praia, para de seguida, alarga-lo as outas ilhas onde existam condições logísticas necessárias e exigíveis para o realizar.

 

Segundo o Tenente Coronel Arlindo Carvalho, o sentido de solidariedade e entreajuda dos integrantes deste projeto, encabeçada pelo Dr. Sérgio Sequeira, é a expressão de um inequívoco altruísmo e cidadania em prol do alívio do sofrimento e bem-estar dos nossos conterrâneos que se encontram em situação de extrema necessidade. Continuando disse “o elevado nível de confiança, de “know-how” e da responsabilidade social disponível nas duas instituições, aliadas as enormes expectativas dos seus responsáveis em engendrar alternativas credíveis e consistentes no domínio de intervenção social, garantem à partida, o sucesso deste projeto”.

 

É de exaltar que o projeto “Refeições Quentes” já é uma realidade na ilha do Sal, e com a assinatura deste protocolo será, no imediato, executado na cidade da Praia, para depois estende-lo as demais ilhas do país. Mas para isso, é preciso um forte trabalho de sensibilização junto de entidades e instituições públicas e privadas, personalidades, empresários, diáspora cabo-verdiana e muito mais, para num gesto de solidariedade faze-los abraçar esta iniciativa a favor dos mais desafortunados.

 

O projeto da Praia tem como parceiros, a embaixada Luxemburguesa, Garantia Seguros, Ministério da Família e da Inclusão Social e Federação Internacional da Cruz Vermelha que conjuntamente com a CVCV e EHTCV irão garantir, de segunda a sábado, refeições quentes a cem idosos carenciados do Centro de Dia do Conselho Local da Praia.

 

De acordo com o protocolo a confeção das refeições ficará a cargo da EHTCV e a distribuição assegurada pela CVCV.

O Município da Praia até às 15 horas do dia 22 de maio do ano em curso, já realizou 17.123, testes rápidos e 8.150 PCR e contabiliza 632 casos positivos, sendo 267 ativos, 364 recuperados o que representa 57,3% do total acumulado.

 

A fim de encontrar a prevalência do vírus para pesquisa de anticorpos, fazer estudos, confirmar diagnósticos e determinar linhas de investigação, as autoridades sanitárias cabo-verdiana estão a levar a cabo uma campanha de realização de testes rápidos em todos os bairros e instituições públicas sediadas na cidade da Praia e em todo o país desde finais de maio.

Esta campanha organizada pelas autoridades de saúde e proteção civil, conta com o apoio de voluntários da Cruz Vermelha de Cabo Verde, das polícias nacional e militar que têm como tarefa organizar e disciplinar aqueles que deslocam a tendas montadas nos diferentes bairros para a realização de testes, garantindo que tudo decorra de forma ordeira e na normalidade.

 

Ivandro Lopes, do Conselho Local da Praia e responsável da Cruz Vermelha de Cabo Verde nesta campanha, considera que ela tem decorrido de forma cordial e num clima de respeito, realizando em média, cerca de 300 testes diários nos diferentes bairros da Capital. “Faz-se diariamente em duas ou mais localidades e demora aproximadamente 10 a 15 minutos para se obter resposta” informou.

 

“O teste é gratuito e segundo as normas estabelecidas pelas estruturas de saúde, a prioridade de acesso são para os indivíduos considerados contactos, por terem estado em convívio com pessoas infetadas e depois os outros. Mas isso não impede que as pessoas que deslocam aos locais de testes ficam sem fazer! A aderência tem sido muito boa”, garantiu Ivandro Lopes.

 

De acordo com os últimos dados disponibilizados, até ao dia 22 de Junho já se tinha efetuado na cidade da Praia, 17.123 testes rápidos de pesquisa de anticorpos do novo coronavírus, com alguns resultados positivos, o que tem ajudado grandemente na descoberta de novos casos da COVID-19, forçando as autoridades de saúde a alargar esta campanha aos bairros que ainda não registam casos positivos.

 

Segundo o infeciologista Jorge Noel Barreto, diretor do Serviço de Prevenção e Controlo de Doenças, todos os casos positivos detetados por testes para “Imunoglobulina M”, são, de seguida, feitos testes de PCR para diagnóstico e encontrou-se alguns positivos. Continuando, advertiu que para as pessoas que testaram negativo num teste rápido para pesquisa de anticorpos do novo coronavírus não devem baixar a guarda, porque isso não significa que estão livres de infeção.

 

Deve-se enfatizar que algumas clínicas privadas na capital do país já fazem testes rápidos aos seus pacientes.

A Cruz Vermelha de Cabo Verde, nesta nova fase de combate à COVID-19 resolveu alargar a sua luta auxiliando as instituições públicas e privadas, segmentos da
população mais desprotegido, como comerciantes informais, barbeiros, engraxadores, entre outros com materiais de proteção individual e de higienização, que é uma das formas eficientes, para além do distanciamento social para evitar o
contagio e debelar a disseminação deste inimigo invisível.

A Cruz Vermelha de Cabo Verde tem estado em todas as frentes no combate à COVID19. Tem participado de forma ativa em todos os 22 concelhos deste país, com realce para as municipalidades da Praia e de Santa Cruz, como a ilha do Sal onde a situação é mais crítica, sem contudo, descorar os restantes concelhos, que em termos de contágio está mais ou menos normalizado.
Os voluntários têm demonstrado desde o primeiro momento predispostos e disponíveis para atuarem em qualquer frente, como se diz na gíria popular, “pau para toda a obra” ou seja prontos para trabalharem onde se mostrar mais necessário, e
essa máxima tem sido respeitado e cumprido religiosamente. Têm trabalhado na sensibilização, na confeção e distribuição de cestas básicas, no apoio às estruturas de saúde, na distribuição de medicamentos aos doentes de foro psiquiátrico e ambulatório, na doação de sangue, em auxilio de foro psicológico à população afetada, em garantir refeições quentes aos idosos, enfim, fazendo tudo o que for essencial para manter as pessoas em casa, a fim de estancar a epidemia e debelar as necessidades primárias dos mais necessitados.
Agora, com o apoio recebido dos seus parceiros internacionais, esta instituição filantrópica de Cabo Verde entende que chegou a hora de alargar o seu auxilio,
partilhando o pouco que tem com as instituições públicas e privadas, segmentos da população mais desprotegidas, comerciantes informais, barbearias, engraxadores,
entre outros distribuindo materiais de proteção individual e de higienização a fim de melhor os preparar para enfrentarem este inimigo invisível.
Esta nova etapa de combate ao coronavírus pela Cruz Vermelha de Cabo Verde, principiou hoje com a entrega de 2 mil mascaras faciais, 300 luvas de latex, 5 litros de gel sanitário, 5 litros de desinfetante multifunções DMU -100 e 2 litros de álcool 70% à Procuradoria da República da Comarca da Praia.

O ato de entrega deste donativo ocorreu, hoje, 15 de junho do ano em curso, na sede da instituição no plateau e foi presidido pelo Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Dr. Arlindo Soares de Carvalho e contou com as presenças do Dr. Felismino Cardoso, Procurador da República Coordenador e da Sra. Ester Pinheiro secretária da PRC, em representação da instituição forense e dos Drs. Salomão Furtado e Avelino Carvalho, Secretário-geral e Vice-presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde respetivamente.
Aquando da entrega, Arlindo de Carvalho destacou a importância dos itens ofertados no enfrentamento ao coronavírus para de seguida considerar que o objetivo desta
entrega é contribuir para que os profissionais da justiça exerçam o seu ofício com maior seguridade e menor pressão, visto ser uma profissão que por inerência, os expõe com mais facilidade ao contágio deste vírus. Continuando disse que espera que este gesto seja o primeiro de outros mais. Por sua vez, Dr. Felismino Cardoso agradeceu o apoio e considerou-o de uma utilidade incomensurável para a instituição que coordena e que o mesmo será utilizado da melhor forma possível, dando maior seguridade aos seus funcionários.
“Nesse momento crítico para o País, a Cruz Vermelha de Cabo Verde segue atenta às necessidades da sociedade, em linha com seu propósito de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável. Esta instituição humanitária está globalmente mobilizada no processo de doação de materiais de proteção e de higienização como garantir o apoio às instituições sanitárias, Proteção Civil, FICASE e a sociedade civil na confeção e distribuição de alimentos aos mais necessitados. Com responsabilidade vamos prosseguir atuando para minimizar os impactos sociais decorrentes deste período crítico por que passa o mundo”, afirma Arlindo Soares de Carvalho, Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde.

O Conselho Local de S. Vicente, não obstante estar ainda na linha da frente no combate ao novo coronavírus, não queria deixar para mais tarde o reconhecimento público às várias pessoas individuais e parceiros que no momento de muita aflição estenderam os braços, diminuindo o sofrimento daqueles que mais precisam. Se hoje, a ilha de “Monte Cara” está na condição epidemiológica que está, deve-se a força das pessoas, a vontade das pessoas que tornaram a corrente do voluntariado muito mais eficiente e mais brilhante.

 

A Cruz Vermelha de Cabo Verde assinou em 2018 um Protocolo de Cooperação com o Grupo IMPAR/BCN, que para além de outros benefícios, por exemplo, a Seguradora IMPAR, disponibiliza anualmente, no âmbito da sua responsabilidade social, a quantia de 500 mil escudos cabo-verdianos, para o reforço das atividades desta instituição humanitária em projetos e ações  sociais que tem como atributo a sustentação de lares de idosos, jardins infantis, entre outros, em todo o país.

 

Desta vez, e tendo em conta a pandemia da COVID-19 que tem assolado o país desde o passado mês de março com impacto negativo a todos os níveis e em especial no domínio da saúde, a Seguradora IMPAR ofereceu ao Conselho Local de S. Vicente uma grande quantidade de medicamentos, destinados a várias patologias como problemas gástricos, hipotensores, anti-histamínicos, anti-hemorrágicos, infeção vaginal, diabetes, entre outros, que possibilitou esta instituição local, prestar cada vez mais, um auxílio mais vigoroso aos que mais precisam.

Considerando a propensão da Cruz Vermelha de Cabo Verde em partilhar o que tem, fez que o Conselho Local de S. Vicente abraçasse a nossa insularidade e alargar este majestoso gesto humanitário da IMPAR, aos nossos tradicionais parceiros, Hospital Baptista de Sousa e Delegacia de Saúde de S. Vicente, como também, a outras estruturas sanitárias das ilhas mais próximas, S. Antão e S. Nicolau, na perspetiva que através delas, abraçamos Cabo Verde.

“Recordamos que em dezembro último, esta Instituição privada como forma de ajudar a Cruz Vermelha em S. Vicente, foi a única empresa que brindou os seus funcionários com ingressos para um concerto musical com o conceituado músico Vasco Martins, que ofertou a aludida gala ao Conselho Local, como forma de valorizar, ainda mais, o projeto “Viva Esperança” que tinha como intento beneficiar algumas crianças nas escolas e com poucos recursos” afirmou Dra. Romine Oliveira, presidente deste organismo filantrópico de S. Vicente.

Continuando, esta responsável local destaca a pessoa do Dr. Augusto Vasconcelos, Membro Honorário da CVCV e um dos fundadores do grupo IMPAR, que muito tem ajudado a Cruz Vermelha a cumprir a sua honrosa missão de auxiliar os mais necessitados.

“O nosso sentido de gratidão é incomensurável. Estamos gratos pela importante parceria com o grupo IMPAR/BCN, e reconhecidos por esta união a bem da humanidade. Evoco o voluntariado e o cidadão mindelense como algo extraordinário. Aproveito esta oportunidade para, também, gratular às pessoas de forma individual e parceiros que, durante o período de confinamento, nos apoiaram com géneros alimentícios e de higiene, materiais de assistência como fraldas e lençóis, e muito mais. Exaltámos ainda a Delegacia de Saúde de S. Vicente, o Hospital “Dr. Baptista de Sousa”, a Delegação Escolar, a Empresa “Kim Negoce”, a Plataforma “Djunta Mon”, o Projeto "Driblando a Pandemia COVID19", o Responsável da Plataforma das ONG's, a FICASE, a Agência “Freitas & Fortes”, o “Mariventos”, o Comando da 1ª Região Militar, o Representante da União Europeia e a Câmara Municipal de S. Vicente”, concluiu.

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