Enquanto representante da Organização Mundial de Saúde em Cabo Verde, o Dr. Hernando Agudelo Ospina acompanhado da Dra. Edith Pereira, responsável pela área da promoção da saúde neste organismo mundial, estiveram de visita à Cruz Vermelha de Cabo Verde, na passada sexta-feira, 10 de abril.

O objetivo da visita era conhecer de uma maneira geral como funciona e as capacidades desta instituição humanitária, para enquanto auxiliar dos poderes públicos, apoiar o governo nesta luta contra a COVID-19 que vem alastrando e dizimando vidas por todo o mundo.

Considerando as fragilidades de Cabo Verde em termos de saúde e de sérias limitações quer em termos de espaço para confinamento, isolamento e internamento, como de equipamentos como respiradores e outros indispensáveis para fazer face a esta pandemia, este responsável pela implementação da política de saúde ao nível mundial, queria inteirar-se e conhecer “in loco” a real capacidade dos parceiros do governo na luta para poder ter uma noção real e saber como ajudar.

Neste encontro, o presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Dr. Arlindo Carvalho fez-se acompanhar pelo seu Secretário-geral, Vice-presidente, Diretor de Catástrofe, Presidente do Conselho Local da Praia, Secretario Executivo do INSP e membro do Conselho Superior da CVCV e Responsável pelo Departamento de Comunicações, Drs. Salomão Furtado, Avelino Carvalho, José Simedo, Fernando Tavares, Júlio Rodrigues e António Oliveira, respetivamente. No início da reunião o Presidente desta instituição humanitária agradeceu ao Dr. Hernando Ospina pela visita e fez um breve apanhado de como a Cruz Vermelha de Cabo Verde funciona, suas metas e desafios, para depois focar no que vem fazendo neste momento, para minimizar e travar a propagação da COVID-19 em Cabo Verde. De seguida, falou dos projetos que a Cruz Vermelha tem em carteira para melhor servir os objetivos desta instituição em benefício da população cabo-verdiana.

Segundo Arlindo Soares de Carvalho, a Cruz Vermelha de Cabo Verde, para além dos mais de mil voluntários, socorristas e colaboradores que estão no terreno palmilhando cutelos e vales dos locais mais recônditos destas ilhas para poder levar informações, sensibilizar populações e distribuir alimentos para os mais vulneráveis e disponibilizar as 19 sedes dos Conselhos Locais readaptadas para servir como extensão das estruturas de saúde local, em ocorrência de necessidades de confinamento, isolamento ou internamento de possíveis casos.

Ainda no âmbito desta faina, Arlindo Carvalho destacou a plataforma criada em parceria com a rede dos Psicólogos de Cabo Verde que incorpora, neste momento, cerca de 60 especialistas que via facebook, assiste gratuitamente e on-line a população interessada e necessitada em termos de stress, traumas, ansiedades, entre outras perturbações que afligem, habitualmente, em situações idênticas a que estamos a viver.

Quanto aos projetos apresentados a este representante da OMS em Cabo Verde, destaca-se a escola de socorrismo, uma base logística em Santo Antão que irá cobrir as ilhas do norte do país e  em caso de catástrofes servir de interposto avançado da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho  em relação à costa ocidental africana em conexão com o Centro Logístico das Canárias e por último a aquisição de ambulâncias, uma necessidade há muito sentida na capital do país, para a recolha de sangue em regime ambulatório, transporte de doentes e cobertura de atividades diversas, realizadas na capital do país.

No final do encontro, o Tenente Coronel Arlindo Carvalho convidou o Dr. Hernando Ospina visitar a sede do Conselho Local da Praia, sito no Paiol, onde irá funcionar a escola de Socorrismo e que foi disponibilizada as autoridades de saúde, para ser utilizada como mais um espaço de confinamento obrigatório e as instalações da Cruz Vermelha de Achada Grande Frente, onde está localizado o espaço completamente remodelado e entregue à Direção Nacional de Saúde para servir de enfermaria para internamento de possíveis doentes do COVID-19.

Ao fazer o balanço da visita aquele representante da OMS mostrou-se bastante satisfeito e aliviado, por constatar que as estruturas de saúde da capital, dispõe de uma instalação adequada e com capacidade para internar cerca de 60 pacientes e comprometeu-se empenhar para que a organização que representa comparticipar no apetrechamento de forma competente. Quanto a ambulância pediu que lhe fosse entregues os projetos, e sem garantir nada, comprometeu-se na busca de financiamento.

Quando ia a sair afirmou que muito superficial os trabalhos nobres e cheios de simbolismo que esta instituição leva a cabo e comprometeu-se que depois de reformado irá alistar-se na Cruz Vermelha da sua cidade em Espanha, como voluntário.

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