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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

Cabo Verde passou da fase de “Alerta” para a de “Emergência de Saúde Pública de Âmbito Nacional” desde antes de ontem, com a confirmação de mais 45 casos de infeção pelo novo coronavírus.

A Cruz Vermelha de Cabo Verde de acordo com os seus estatutos e seguindo as orientações do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho tem como principal tarefa, melhorar as condições de vida e aliviar o sofrimento das pessoas, melhorar a qualidade de vida dos mais carenciados em qualquer situação. É neste pressuposto que esta instituição humanitária cabo-verdiana encontra-se na linha da frente, conjuntamente com o governo de Cabo Verde e outros parceiros como as estruturas de saúde, Policia Nacional, Proteção Civil, entre outros no combate a pandemia provocada pela COVID-19 e que vem assolando o nosso país e o mundo de uma forma generalizada.

Para o efeito, o Departamento de Catástrofes, Emergências e Socorrismo da Cruz Vermelha de Cabo Verde elaborou o seu Plano de Contingência, onde definiu as linhas mestras orientadoras das suas ações em diferentes situações. O Plano apresentado subordina as orientações e diretrizes internacionais e também as do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, consoante as ocorrências e situações do momento. Relativo a esta pandemia provocada pelo novo coronavírus os cenários profetizados estão subdivididos em três categorias, a de Alerta, seguido de Perigo Iminente e por último, a mais gravosa, que é a de Emergência de Saúde Pública de Âmbito Nacional.

Essas classificações são catalogadas pelo número de infetados ao nível nacional e consequentemente determina as ações pertinentes a serem implementadas pelas autoridades para melhor adequarem as estratégias e os planos operacionais para diminuir a propagação do vírus e reduzir a mortalidade provocada pelo COVID-19, ou seja minimizar os possíveis impactos perniciosos advenientes. 

De acordo com o Plano de Contingência da Cruz Vermelha de Cabo Verde e segundo as estatísticas da Direção Nacional de Saúde, desde ontem, terça-feira, 14 de abril, o país já conta com 56 infetados, logo, passou da fase de alerta para a mais avançada que é a de Emergência de Saúde Pública de Âmbito Nacional, o que implica medidas e ações mais rigorosas e assertivas. Este estádio vem logo a seguir ao de perigo iminente que é quando se regista até 50 casos confirmados.

O novo cenário pressupõe no âmbito das atividades desenvolvidas, o redimensionamento do plano operativo e à sua adaptação as novas orientações da coordenação ao nível do ministério da saúde e dos parceiros para se conseguir melhores resultados. Porém, como saltamos da primeira fase para a terceira, o Plano de Contingência da Cruz Vermelha de Cabo Verde teria que se reorganizar em termos de algumas orientações que se previa na fase 2, como a de mobilização de recursos e fundos no seio do Movimento e ao nível internacional, aquisição de materiais e equipamentos de intervenção e proteção, reforço da sensibilização em termos de meios, método e forma, capacitação dos voluntários em toda a linha, intensificar a coordenação com as autoridades locais, nacionais e parceiros sobre os apoios necessários, assim como o alargamento de auxilio e assistencial psicossocial à população, para depois reforçar com as diretrizes da terceira fase e que são muito genéricas que seria planificação das ações na continuidade de acordo com a evolução da pandemia em caso de infeção em grande escala.

Recorde-se que ao nível de Cabo Verde, a ilha mais afetada é a de Boavista, que conta com 51 casos confirmados e 1 óbito.

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