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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

O Conselho Local de S. Vicente têm sentido fortalecido com a capacidade de assimilação demonstrada pela população aos trabalhos de sensibilização e aconselhamento. A comunicação é bem recebida, com uma interação proveitosa.

 
Para o Conselho Local de S. Vicente o desempenho dos voluntários da ilha de Monte Cara tem sido assertivo nas suas atuações, com destaque para os trabalhos de esclarecimento e campanha de sensibilização. “Sentimo-nos gratificados e estimulados pela forma genuína e afetuosa como a população nos tem recebido e pela franqueza e afetividade nas nossas interações”, garantiu-nos Romine Oliveira, Presidente da Cruz Vermelha local. 

 

A prioridade dos voluntários mindelense tem sido as zonas periféricas e com grande vulnerabilidade, onde o défice na receção de informação correta tem sido notório. “Ainda nos nossos trabalhos de terreno temos dado primazia as medidas preventivas e de segurança por ser um componente basilar para evitar o contágio, asseverou Dra. Oliveira.

 

Uma das grandes dificuldades sentidas nas ações de terreno é a convivência com enormes dificuldades e pobreza extrema por que passa uma franja considerável da população, incluindo familiares de alguns voluntários. O que afeta de forma séria a focalização e consequente perceção, por essas pessoas, sobre as mensagens de COVID-19, ministradas pela equipa da Cruz Vermelha. “Com a chegada dos voluntários a preocupação primeira da população é saberem se irá ser distribuídos géneros alimentícios, confidenciou-nos um voluntário!

 

Com o aumento de casos positivos na ilha de Santiago e da Boavista e em conformidade com o Plano de Contingência da CVCV o país passou-se para a fase mais avançada de combate ao novo coronavírus que é a de Emergência de Saúde Pública de Âmbito Nacional. Não obstante a ilha de S. Vicente continuar com um único caso positivo, o Conselho Local de S. Vicente adotou, imediatamente, medidas mais dinâmicas para dar resposta a nova situação. De entre outras medidas operativas, Intensificaram as ações de terreno e reforçaram o apoio aos parceiros em relação à campanha de sensibilização, constituição e distribuição de cestas básicas, repartição de sopas aos idosos acamados, como também, em parceria com serviço de Psiquiatria do Hospital Baptista de Sousa a distribuição de medicamentos e aplicação de injeção às pessoas portadoras de doenças mentais, como também angariação de géneros alimentícios na classe empresarial sanvicentina e a particulares.

 

Para Romine Oliveira as insuficiências detetadas no terreno são várias. “Gostaríamos de poder contar com mais materiais informativos. A quantidade de cartazes e folhetos disponibilizados mostrou-se manifestamente insuficientes face ao número de bairros e famílias visitadas diariamente, não obstante uma gestão apertada e criteriosa na sua distribuição. As máscaras faciais, álcool 70% e álcool gel também foram poucas. Com o andar dos trabalhamos denotamos a necessidade de cada grupo de sensibilização dispor de uma mala de Primeiros Socorros e uma alimentação reforçada para os voluntários, atendendo as distancias percorridas e ao longo tempo de permanência longe da sede”, rematou. 

 

O Conselho Local de S. Vicente têm sentido fortalecido com a capacidade de assimilação demonstrada pela população aos trabalhos de sensibilização e aconselhamento. “ A população tem sido bastante assertiva. A nossa comunicação é bem recebida, com uma interação proveitosa e fluida em virtude das pessoas se mostrarem informadas, com exceção de alguns casos isolados e identificados de indivíduos que exigem reforços em matéria de segurança” atestou Romine Oliveira.

 

Uma questão que mereceu um sentimento de aperto e que tem preocupado aos voluntários da Cruz Vermelha em S. Vicente tem a ver com alguma pobreza constatada no terreno. Romine Oliveira Psicóloga de profissão e responsável máxima desta instituição humanitária na ilha de Monte Cara observa que em certas localidades é custoso e doloroso pedir às crianças para ficarem em casa, quando vivem em casebres feitas de chapas de tambor, que nos seus interiores não dispõem de espaço para se permanecerem com mínima de comodidade e nem meios ínfimos para se ocuparem. “Estamos a angariar materiais didáticos como lápis distintos, livros de pintura, papel em branco, jogos diversos, entre outros para as ajudar a ultrapassar a agressividade de os manter confinados em espaços tão perversos. Queremos mante-las próximo das moradias ao invés de ficarem deambulando pelas ruas. A infância é anunciada, antes do verbo” concluiu.

Ter a possibilidade de auxiliar aos desfavorecidos com alimentos é atenuar a questão primordial da nossa existência, o sofrimento e a privação.

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