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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

Apesar da ilha de S. Nicolau não contar, até ao momento, com nenhum caso de infeção pelo SARS Cov-2, o Conselho Local da Ribeira Brava continua o repto de manter a ilha limpa de COVID-19 e de continuar a auxiliar os mais desprotegidos. 

O Conselho Local da Cruz Vermelha da Ribeira Brava em S. Nicolau iniciou as suas atividades de terreno, cumprindo as orientações dos órgãos centrais desta instituição filantrópica em consequência do aparecimento do primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus na ilha da Boavista, a 18 de março do ano em curso. 

 

Os objetivos provindos foram claros, evitar a disseminação da COVID – 19 em Cabo Verde. Para o efeito, a Cruz Vermelha de Cabo Verde através do seu departamento de Catástrofe, Emergência e Socorrismo produziu um plano de contingência que explicitava de entre outras medidas, massificar as informações e sensibilizações sobre as prevenções e o contágio pelo SARS Cov-2, garantir cestas básicas, refeições quentes, e produtos de higienização às famílias mais carenciadas, disponibilizar instalações e meios móveis da instituição, assim como apoiar à delegacia de saúde, delegação escolar, polícia nacional, entre outros serviços da edilidade, em tudo que lhes for solicitado.

 

Essas medidas destinam-se a assegurar a debelação da pandemia e concomitantemente garantir as necessidades básicas aos precisados, como a alimentação e o acesso à saúde, precavendo que essas famílias tenham que sair à rua na procura do “mata jejum” para o seu agregado.

 

Nos trabalhos de informação e sensibilização os voluntários da Ribeira Brava para além de deslocação diária aos diferentes povoados do município em sessões de esclarecimento e orientação de como prevenir e das formas de comportamento do vírus, usavam os programas radiofónicos semanais na rádio comunitária.

 

Em relação as medidas de proteção social para diminuir as debilidades surgidas em decorrência dos preceitos decretados no país para combater a COVID 19 o Governo, através do Ministério da Família e Inclusão Social, criou o Programa de Assistência Alimentar, coordenado pela Fundação Cabo-verdiana de Acão Social Escolar (FICASE), que em parceria com a Cruz Vermelha de Cabo Verde, Câmaras Municipais, Delegações Escolares, Proteção Civil, Forças Armadas, Cáritas de Cabo Verde, ONGs, entre outras instituições de cariz social tinham como tarefa identificar os beneficiários através do Cadastro Social Único, confecionar cestas básicas e fazer a sua distribuição.

 

Este Programa de Assistência Alimentar é direcionado as pessoas mais carenciadas, as famílias sem qualquer fonte de rendimento ou com proveito abaixo do salário mínimo e de agregados familiares em situação de pobreza extrema com crianças no sistema educativo.

 

No Município da Ribeira Brava, este programa encontra-se na sua terceira fase e contemplou todas as 22 localidades da edilidade, abrangendo 1.115 agregado familiar. Para Gabriela Brito, Presidente do Conselho Local da Ribeira Brava para se conseguir cobertura em termos de agregado familiar, contou-se com o apoio de várias casas comerciais e de particulares, assim como dos jogadores do combinado nacional de futebol que sob o lema “Mais do que o Amor pelo futebol, o nosso Coração bate por Cabo Verde”, e através do programa “Driblando a COVID-19” garantiram apoio a 40 famílias.

 

Ainda no âmbito das atividades desta instituição humanitária da ilha do Chiquinho segundo a Sra. Brito, com a parceria do Conselho Local de São Vicente, fizeram uma entrega simbólica de 466 caixas de medicamentos diversos, à delegacia de saúde local.

 “Com a implementação dos programas de luta ao novo coronavírus, pode-se concluir que as tarefas e os desafios foram enormes, extenuante, mas extremamente gratificantes. Exigiu muita energia e dedicação dos voluntários, que responderam sempre de forma dedicada e motivada, renunciando do aconchego familiar em prol dos mais vulneráveis e de toda a população de S. Nicolau” rematou aquela responsável.

 

Não obstante a ilha de S. Nicolau não contar, até ao momento, com nenhum caso de infeção pelo SARS Cov-2, o Conselho Local da Ribeira Brava em S. Nicolau não irá baixar a guarda. Os imperativos não irão terminar por aqui, vão continuar o repto de manter a ilha limpa da COVID-19 e de prosseguir a auxiliar o extrato populacional mais desprotegido com entregas de cestas básicas. “Contamos ainda entregar durante esta semana, mais de 55 cestas básicas, doações de patrícios da ilha do Chiquinho a residir no exterior” finalizou Gabriela Brito. 

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