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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

 

A Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) promoveu nos dias 29 e 30 de junho um workshop sob o tema “Suporte Básico de Vida”, no âmbito do protocolo de cooperação existente com a associação “Médicos do Mundo” realizado no Conselho Local da Praia, onde 35 voluntários e colaboradores participaram nesta ação de capacitação

Segundo o secretário-geral da CVCV, Dr. Salomão Furtado, Médicos do Mundo chegou a Cabo Verde com uma equipa de finalistas de mestrado em medicina, num percurso académico, na perspetiva de partilha de conhecimentos, no quadro de uma parceria com o Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP) e a Universidade de Algarve.

Conforme aludiu este responsável a CVCV aproveitou a estadia desta equipa proveniente de Portugal e da vice-presidente desta associação, para capacitar e reciclar os seus colaboradores sobre as primeiras intervenções em caso de situações de emergências e socorrismos, como forma de preparar os participantes na eventualidade da necessidade de intervirem em situações de prestação dos primeiros socorros.

Esta Ação teórica e com uma forte carga prática, contou com os voluntários da ilha de Santiago, já que não foi possível alargá-la a outras ilhas, mas a CVCV tem um plano para a sua massificação, face as necessidades do país no sentido de dispor de um sistema de socorrismo com alguma capacidade de intervenção rápida em casos emergenciais, enquanto se aguarda uma resposta das unidades de saúde.

Médicos do Mundo convictos em ter “plantado semente num solo que irá produzir frutos maravilhosos”

Miguel Monteiro coordenador desta missão de Médicos do Mundo a Cabo Verde, destacou a parceria nascida entre a Cruz Vermelha de Cabo Verde durante a estada desta equipa no arquipélago, do qual resultou esta formação e que permitiu capacitar 35 colaboradores no campo do “Suporte Básico de Vida”, que de certeza será imprescindível para a prestação de primeiros socorros e de salvar vidas humanas.

O responsável desta associação de médicos assevera que os módulos do suporte básico de vida, ministrada durante a formação consiste num algoritmo internacional, que se afigura em uma série de passos que podem substituir tanto a função cardíaca como respiratória de uma vítima que esteja em paragem respiratória. Para isso é muito importante, a identificação precoce de uma paragem cardiorrespiratória e saber ligar para o número local de pedido ajuda, neste caso o 131 dos Bombeiros Municipais da Praia. Continuando, alertou que é urgente o País apostar na desfibrilhação automática externa e na estabilização da unidade hospitalar, elo que considera vital a sua implementação num mais curto espaço de tempo possível.

É de exaltar que os módulos, foram administrados num contexto prático de várias situações de suporte básico de vida como a posição lateral de segurança e desobstrução da via aérea.

Ana Fernandes, médica e formadora da Associação Médicos do Mundo, enalteceu ter trabalhado com “um grupo muito heterogéneo e com muitas realidades, e está convicto que esta formação foi o cultivo de uma semente que vai dar frutos maravilhosos”. 

Para Adilson Cabral, coordenador do Voluntariado e da Juventude da CVCV, que também foi um dos participantes desta ação de formação, a política desta instituição humanitária no reforço da capacitação dos colaboradores e voluntários tem sido muito interessante. Entende que, doravante, os participantes desta capacitação estarão mais e mais bem preparados para atenderem a demanda humanitária.

Sara Barbosa, voluntária da CVCV, considera ter saído desta formação mais bem capacitada para prestar os primeiros socorros no dia-a-dia, já que ganhou novos conhecimentos, metodologia e técnica.

“Mais do que uma reciclagem, foi bom aprender novos ensinamentos com estes formadores da Associação Médicos do Mundo, pois, foram superpacientes e abertos para com os formandos, o que nos permitiram aclarar todas as dúvidas. Aprendemos muitas dicas em como ajudar a salvar vidas em casos de necessidade até a chegada de especialistas”, realçou esta voluntária que já leva três anos como socorrista.

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