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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

A Cruz Vermelha de Cabo Verde comemorou na passada segunda-feira, 19 de julho 46 anos de vida. Essa Associação humanitária foi constituída a 19 de julho de 1975, portanto depois de 14 dias da proclamação da Independência Nacional. Ela foi instituída em conformidade com os princípios e normas da Convenção de Genebra de 1949, e também dos protocolos adicionais, e pelo Decreto-Lei nº 2/75, publicado no Boletim Oficial nº 3/75, tendo o seu estatuto aprovado dois anos mais tarde, em 1977, pelo Decreto nº 52/77, de 18 de junho, posteriormente retificado pelo Decreto-Lei n.º 108/84, de 3 de novembro de 1984, publicado no Boletim Oficial n.º 44/1984.

Segundo o Comandante Pedro Pires, primeiro-ministro de Cabo Verde na altura, a sua criação não foi uma ideia e nem uma iniciativa virgem, visto que já existia no país, uma representação da Cruz Vermelha Portuguesa. “A preocupação do governo de então era transformar essa representação numa instituição nacional que pudesse agir autonomamente e estabelecer  relações com as homólogas internacionais, abrindo caminhos a uma cooperação que permitisse encontrar meios para solucionar os grandes problemas sociais que Cabo Verde enfrentava na ocasião”, argumentou.

Cabo Verde aproveitou a boa relação que existia entre o Comité Internacional da Cruz Vermelha e o PAIGC, que servia de intermediário para a entrega de feridos e prisioneiros de guerra às autoridades portuguesas para a alargar, também no âmbito da solidariedade humanitária. “Cabo Verde não tinha nenhum tipo de dúvidas e nem criou nenhum tipo resistência aquando da criação da CVCV, antes pelo contrário, o governo estimulou e apoiou essa transformação. Demos todo o apoio político, sobretudo o apoio diplomático necessário para que a CVCV se afirmasse e se credibilizasse internacionalmente”, acrescentou o Comandante. 

Durante esse período não havia conflito de interesses e nem oposições entre as entidades que dirigiam a CVCV e a política externa do Estado de Cabo Verde. Segundo o Comandante, havia uma coincidência de posições que facilitava o entendimento e a realização de iniciativas para avançar com o projeto da consolidação desta instituição nacional. Pedro Pires recorda as boas relações existentes com algumas Cruz Vermelha Internacionais e destaca a Cruz Vermelha Senegalesa que era chefiada pelo Dr. Rito Alcântara, descendente de cabo-verdianos e que deu um grande apoio à sua congénere cabo-verdiana. “O Comité Internacional da Cruz Vermelha fez um trabalho meritório no sentido de expandir a instituição no plano internacional”.

Pedro Pires instado a analisar a evolução da nossa Sociedade Nacional afirma que cresceu bastante e aumentou a sua influência na sociedade cabo-verdiana, sobretudo através dos seus projetos e do corpo de voluntários que é quem implementa e apoia as suas atividades. Continuando disse que a CVCV ultrapassou bem, ganhou bem os desafios que se lhe colocaram durante o seu desenvolvimento, e considera que, hoje, certamente, os desafios irão no sentido de aperfeiçoamento da sua organização, da realização das suas atividades e sobretudo no reforço e aprimoramento de intervenção do seu corpo de voluntários.

Em comemoração a esse dia a secretaria geral elaborou um programa e o ponto alto foi a realização de uma Webinar com a participação de cindo painelistas de entre eles O Presidente e o Vice-Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Os Drs. Arlindo Soares de Carvalho e José Avelino Gonçalves e os ilustríssimos Senhores, Comandante Pedro Pires, Drs. Eurico Pinto Monteiro e Augusto Vasconcelos Lopes todos com um papel que decisório na criação e evolução da Cruz Vermelha de Cabo Verde. O Comandante Pedro Pires era primeiro-ministro na ocasião, o Dr. Eurico Pinto Monteiro foi responsável para a criação da legislação que instituiu a Associação da Cruz Vermelha de Cabo Verde, o primeiro Plano de Cargos, Carreira e Salário o esboço zero de sua orgânica. E por último o membro honorário da Cruz Vermelha, o Dr. Augusto Vasconcelos Lopes, que tem apoiado esta instituição filantrópica desde sempre. 

Webinar teve como moderador o coordenador do Departamento do Voluntariado e da Juventude Sr. Adilson Cabral e na plateia estiveram presentes os Voluntários do Conselho Local de Praia, de São Domingos, de São Filipe do Fogo, da Ribeira Grande de Santo Antão, do Tarrafal de São Nicolau, da Ribeira Brava de São Nicolau, do Paúl, do Porto Novo e membros dos Conselhos Superior e Executivo, colaboradores e dirigentes da Cruz Vermelha de Cabo Verde. 

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