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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

A Cruz Vermelha de Cabo Verde em parceria com o Governo vai enviar uma equipa médica constituída por 12 pessoas, seis médicos e seis enfermeiros, para uma missão de socorro em Moçambique.

Segundo o presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Dr. Arlindo Carvalho, em declarações à imprensa, a CVCV está a ultimar os documentos para que a equipa médica cabo-verdiana possa integrar a grande equipa internacional que está no terreno em Moçambique, na sequência dos estragos e mortes causados pela passagem do ciclone Idai.

“A equipa cabo-verdiana vai integrar uma equipa composta por elementos das Nações Unidas e da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho”.

Conforme o presidente da CVCV, trata-se de um gesto simbólico da parte de Cabo Verde, uma vez que o sistema de saúde do país não permite que se possa enviar mais médicos.

Face a esta situação, a Cruz Vermelha  arrancou  também com a campanha "AJUDE-NOS A AJUDAR MOÇAMBIQUE" com o intuito de mobilizar recursos financeiros nas contas dos pricipais bancos comerciais do país.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 786 mortos e afectou 2,9 milhões de pessoas nos três países, segundo dados das agências das Nações Unidas.

Moçambique foi o país mais afectado, com 468 mortos e 1.522 feridos já contabilizados pelas autoridades moçambicanas, que dão ainda conta de mais de 127 mil pessoas a viverem em 154 centros de acolhimento, sobretudo na região da Beira, a mais atingida.

As autoridades moçambicanas adiantaram que o ciclone afectou cerca de 800 mil pessoas no país, mas as Nações Unidas estimam que 1,8 milhões precisam de assistência humanitária urgente.

 

 

No dia 28 de Março, a Cruz Vermelha de Cabo Verde recebeu o Secretário-Geral da Federação Internacional da Cruz Vermelha, Sr. El Hadji As Sy. O encontro serviu para uma abordagem sobre o desenvolvimento institucional da Sociedade Nacional da Cruz Vermelha de Cabo Verde, criação de escola nacional de socorrismo e cuidados, informatização dos jogos sociais, projectos vários da CVCV e questões humanitárias, nomeadamente, a situação de emergência em Moçambique.

O secretário-geral da FICV, El Hadji As Sy, destacou o contributo que CVCV já está a movimentar para Moçambique e apelou a comunidade internacional para “agir rápido”, particularmente agora em que já foram notificados cinco casos de cólera.

“Grande parte do território nacional de Moçambique ficou inundado e 800 mil pessoas estão afectadas, pelo que isto nos chama a todos a ajudar no que tange a saúde e a reconstrução das suas moradias, pelo que nos devemos engajar todos juntos para dar o contributo necessário”, disse.

 El Hadji As Sy elogiou o gesto de Cabo Verde em disponibilizar-se para enviar equipas médicas para Moçambique e referiu-se ainda sobre a campanha de solidariedade que se encontra em marcha no país.

 

 

 

 

Fonte: IFRC

Após o ciclone Idai, a rede da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho está acelerando os esforços para prevenir surtos de doenças após o Ciclone Idai, com a chegada hoje de uma Unidade de Resposta a Emergências que fornecerá saneamento para 20.000 pessoas todos os dias. 

"Depois de um desastre dessa magnitude, a velocidade, a qualidade e a escala de nossa resposta são cruciais para impedir o risco de surtos de doenças transmitidas pela água, como a cólera", disse o Secretário-Geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. ), Elhadj As Sy, em uma coletiva de imprensa nas Nações Unidas em Genebra “À medida que as águas das inundações diminuem, centenas de milhares de pessoas ainda carecem de água, abrigo e assistência médica. Agora vemos ainda mais claramente as consequências reais desse desastre. ”

Muitas Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho também estão apoiando a resposta por meio da implantação de Unidades de Resposta a Emergências formadas por especialistas técnicos treinados e conjuntos pré-embalados de equipamentos padronizados implantados a curto prazo. 

O hospital de campanha da Cruz Vermelha fornece serviços médicos, cirurgias de emergência, cuidados maternos e neonatais, bem como serviços de internação e ambulatoriais para pelo menos 150.000 pessoas. 

Neste momento duas Unidades de Resposta de Emergência de Saúde Cruz Vermelha encontram-se a caminho de Moçambique para providenciar cuidados médicos urgentes.  A Unidade de Resposta de Emergência Logística garantirá que as mercadorias sejam recebidas e canalizadas pela alfândega, e que o transporte esteja disponível para os voluntários da Cruz Vermelha. A Unidade de Resposta de Emergência Logística desempenha um papel fundamental na garantia de que os recursos fornecidos pelos doadores sejam monitorados e gerenciados. Uma outra Unidade de Resposta a Emergências - que fornecerá água limpa para 15.000 pessoas por dia - deverá chegar nos próximos dias.

A FICV irá triplicar seu Recurso de Emergência, de um montante inicial de 10 milhões, para 31 milhões de francos suíços. Os fundos permitirão que a FICV apoie a Cruz Vermelha de Moçambique de modo a fornecer assistência de emergência a 200.000 pessoas nos próximos 24 meses.

O ciclone Idai afetou mais de 1,85 milhões de pessoas em Moçambique, de acordo com as Nações Unidas. Estima-se que 483.000 pessoas foram deslocadas pelas inundações, que destruíram e submergiram uma área de mais de 3.000 quilômetros quadrados.

No dia 21 de Março, a Cruz Vermelha de Cabo Verde reuniu com o Governo,  juntamente com a Protecção Civil, a Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde, a Direcção Nacional da Saúde e as Forças Armadas  para mobilizar  fundos de apoio às vítimas do ciclone Idai em Moçambique.

Cabo Verde coloca-se à disposição de Moçambique, com recursos financeiros de 200 mil dólares, quatro médicos, seis enfermeiros, fuzileiros navais e a abertura de contas de solidariedade, bem como a realização de eventos solidários.

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