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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

A cidade da Praia, com a cedência do novo espaço em Achada Grande Frente, está melhor servida em termos de capacidade de internamento para dar combate ao COVID-19.

O Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Dr. Arlindo Soares de Carvalho recebeu ontem, 13 de abril, nas instalações desta instituição humanitária em Achada Grande Frente, o Diretor do Hospital “Agostinho Neto”, Dr. Júlio Andrade.

Este oftalmologista e responsável do maior hospital do país fez-se acompanhar pelo seu Diretor Clínico, Dr. Victor da Costa para “in loco” ver as condições da instalação colocada à disposição das estruturas de saúde do país para servir de apoio ao Hospital Central e fazer face a pandemia do COVID-19 que vem assolando o planeta.

Após uma análise minuciosa e técnica da instalação os dois responsáveis de saúde na cidade da Praia, consideraram que ela é ótima quer do ponto de vista de localização, como de especialidade para servir de extensão a enfermaria escolhida no hospital da  Praia para acolher possíveis pacientes infetados com o novo coronavírus.  

Durante a troca de impressão entre os presentes concluíram que, possivelmente, a instalação ora visitada servirá de espaço de internamento dos doentes que não estejam em estado grave, ficando a do hospital “Agostinho Neto” para os pacientes em estado critico que precisarão de uma atenção mais especializada e de aparelhos como ventiladores, entre outros.

Neste momento, a prioridade é apetrechar o mais rápido possível o espaço com equipamentos hospitalares imprescindíveis e orar para que não sejam necessário a sua utilização.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de Covid-19, já provocou mais de 117 mil mortos e infetou quase 1,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Dos casos de infeção, quase 400 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Cabo Verde, segundo o balanço feito ontem pelo Diretor Nacional de Saúde da Saúde, Artur Correia registam-se 1 morto e 11 casos de infeção confirmados. 

Enquanto representante da Organização Mundial de Saúde em Cabo Verde, o Dr. Hernando Agudelo Ospina acompanhado da Dra. Edith Pereira, responsável pela área da promoção da saúde neste organismo mundial, estiveram de visita à Cruz Vermelha de Cabo Verde, na passada sexta-feira, 10 de abril.

O objetivo da visita era conhecer de uma maneira geral como funciona e as capacidades desta instituição humanitária, para enquanto auxiliar dos poderes públicos, apoiar o governo nesta luta contra a COVID-19 que vem alastrando e dizimando vidas por todo o mundo.

Considerando as fragilidades de Cabo Verde em termos de saúde e de sérias limitações quer em termos de espaço para confinamento, isolamento e internamento, como de equipamentos como respiradores e outros indispensáveis para fazer face a esta pandemia, este responsável pela implementação da política de saúde ao nível mundial, queria inteirar-se e conhecer “in loco” a real capacidade dos parceiros do governo na luta para poder ter uma noção real e saber como ajudar.

Neste encontro, o presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Dr. Arlindo Carvalho fez-se acompanhar pelo seu Secretário-geral, Vice-presidente, Diretor de Catástrofe, Presidente do Conselho Local da Praia, Secretario Executivo do INSP e membro do Conselho Superior da CVCV e Responsável pelo Departamento de Comunicações, Drs. Salomão Furtado, Avelino Carvalho, José Simedo, Fernando Tavares, Júlio Rodrigues e António Oliveira, respetivamente. No início da reunião o Presidente desta instituição humanitária agradeceu ao Dr. Hernando Ospina pela visita e fez um breve apanhado de como a Cruz Vermelha de Cabo Verde funciona, suas metas e desafios, para depois focar no que vem fazendo neste momento, para minimizar e travar a propagação da COVID-19 em Cabo Verde. De seguida, falou dos projetos que a Cruz Vermelha tem em carteira para melhor servir os objetivos desta instituição em benefício da população cabo-verdiana.

Segundo Arlindo Soares de Carvalho, a Cruz Vermelha de Cabo Verde, para além dos mais de mil voluntários, socorristas e colaboradores que estão no terreno palmilhando cutelos e vales dos locais mais recônditos destas ilhas para poder levar informações, sensibilizar populações e distribuir alimentos para os mais vulneráveis e disponibilizar as 19 sedes dos Conselhos Locais readaptadas para servir como extensão das estruturas de saúde local, em ocorrência de necessidades de confinamento, isolamento ou internamento de possíveis casos.

Ainda no âmbito desta faina, Arlindo Carvalho destacou a plataforma criada em parceria com a rede dos Psicólogos de Cabo Verde que incorpora, neste momento, cerca de 60 especialistas que via facebook, assiste gratuitamente e on-line a população interessada e necessitada em termos de stress, traumas, ansiedades, entre outras perturbações que afligem, habitualmente, em situações idênticas a que estamos a viver.

Quanto aos projetos apresentados a este representante da OMS em Cabo Verde, destaca-se a escola de socorrismo, uma base logística em Santo Antão que irá cobrir as ilhas do norte do país e  em caso de catástrofes servir de interposto avançado da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho  em relação à costa ocidental africana em conexão com o Centro Logístico das Canárias e por último a aquisição de ambulâncias, uma necessidade há muito sentida na capital do país, para a recolha de sangue em regime ambulatório, transporte de doentes e cobertura de atividades diversas, realizadas na capital do país.

No final do encontro, o Tenente Coronel Arlindo Carvalho convidou o Dr. Hernando Ospina visitar a sede do Conselho Local da Praia, sito no Paiol, onde irá funcionar a escola de Socorrismo e que foi disponibilizada as autoridades de saúde, para ser utilizada como mais um espaço de confinamento obrigatório e as instalações da Cruz Vermelha de Achada Grande Frente, onde está localizado o espaço completamente remodelado e entregue à Direção Nacional de Saúde para servir de enfermaria para internamento de possíveis doentes do COVID-19.

Ao fazer o balanço da visita aquele representante da OMS mostrou-se bastante satisfeito e aliviado, por constatar que as estruturas de saúde da capital, dispõe de uma instalação adequada e com capacidade para internar cerca de 60 pacientes e comprometeu-se empenhar para que a organização que representa comparticipar no apetrechamento de forma competente. Quanto a ambulância pediu que lhe fosse entregues os projetos, e sem garantir nada, comprometeu-se na busca de financiamento.

Quando ia a sair afirmou que muito superficial os trabalhos nobres e cheios de simbolismo que esta instituição leva a cabo e comprometeu-se que depois de reformado irá alistar-se na Cruz Vermelha da sua cidade em Espanha, como voluntário.


O Conselho Local da Cruz Vermelha do Tarrafal de S. Nicolau na mesma linha dos restantes conselhos desta instituição humanitária tem-se mostrado incansável neste esforço de fazer frente a este inimigo invisível que não para de dizimar vidas por este mundo fora. 

Regaçando as mangas e juntando sinergias os voluntários desta instituição humanitária da ilha de Chiquinho têm estado presente em todas as frentes quer no terreno, como nas reuniões de concertação com os outros parceiros locais onde fazem balanço do percurso feito, corrigem posições e definem novas tarefas a executar diariamente sob a coordenação do centro de suade do Tarrafal de São Nicolau.

As tarefas diárias tem sido feito num “djunta mo” permanente desde o primeiro momento. O Conselho Local há semelhança dos outros, já disponibilizou a sua sede local readaptada, com toda a logística disponível, camas e demais materiais necessário, para, em caso de necessidade, ser utilizado na acomodação de casos suspeitos ou infetados pelo COVID 19 no município.

Os voluntários inicialmente estiveram no terreno em campanhas de sensibilização e identificação de famílias carenciados com destaque para os idosos, crianças e deficientes e hoje para além de continuarem a fazer o trabalho de esclarecimento também estão participando na campanha de confeção e distribuição de cabazes no âmbito do programa de distribuição de alimentos, levadas a cabo pelo governo sob a coordenação da FICASE e participação da Câmara Municipal, Policia Nacional e Delegação Escolar.

Os Conselhos Locais da Cruz Vermelha de Cabo Verde em 19 dos 22 municípios, através dos seus voluntários, conjuntamente com as estruturas de saúde, Câmaras Municipais, FICASE, Polícia Nacional entre outros têm palmilhados cutelos e ribeiras no combate ao COVID-19.

 

As suas ações têm sido diversas e de acordo com as necessidades. Em Ribeira Grande de Santo Antão, o Conselho Local disponibilizou 6 camas  ao Hospital Regional “Dr. João Morais” como forma de ajudar no apetrecho de um espaço criado para isolar possíveis pacientes em quarentena obrigatória em caso de necessidade, assim como garantir o transporte de doentes ambulantes de e para o hospital em virtude desta pandemia que vem assolando Cabo Verde.

 
No âmbito do programa de apoio alimentar o Conselho Local tem organizado recolha de alimentos nos minimercados local que foram distribuídos em cestas básicas a algumas  famílias carenciadas de Fanjã das Furnas. Participaram ainda na distribuição de alimentos em todas as outras localidades da edilidade no âmbito do programa do governo sob a coordenação da FICASE.

 

Ainda, dando combate ao novo coronavírus o Conselho Local tem mantido encontros periódicos com as autoridades Locais, como o Presidente da edilidade, Comissão 

Municipal de Saúde e a Polícia Nacional para fazerem o balanço dos trabalhos feitos, definirem novas estratégias, acertarem as arestas para um melhor resultado no terreno.

 

“Os nossos voluntários têm mostrados disponíveis e abnegados em contribuir para esclarecer, ensinar e mostrar a população das medidas a adotar para melhor se proteger e evitar que esta doença atinja a ilha das montanhas”, enalteceu a Sra. Maria Teresa Oliveira, responsável local da Cruz Vermelha em Ribeira Grande.

 

Para que este trabalho seja bem feito e tenha sucesso os voluntários e colaboradores do Conselho Local da Ribeira Grande em Santo Antão, em número de 15 e seus dirigentes foram capacitados através de uma formação sobre a COVID-19 ministrada pelos Dr. Alexandre Alves e o Enfermeiro Deolindo da Luz, respetivamente.

 

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