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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

Por deliberação do Conselho de Ministros e sob a coordenação da FIICASE e com apoio das Câmaras Municipais, Conselhos Locais da Cruz Vermelha de Cabo Verde e Delegações escolares iniciaram no princípio desta semana o programa de assistência alimentar às famílias mais vulneráveis do país.

O propósito do programa é conseguir, no imediato, auxiliar cerca de 22.500 famílias cujo rendimento mensal se situa abaixo do salário mínimo nacional ou sem qualquer fonte de benefício. Graças ao mapeamento que identificam famílias carenciadas disponíveis nos 19 Conselhos Locais do país e a larga experiencia dos voluntários desta instituição humanitária neste tipo de trabalho, tem facilitado e tornado mais célere e eficaz esta partilha.

A quantidade de produtos que é destinado por pessoa, na composição de cada cabaz permite cobrir 45 por cento das necessidades básicas dos alunos e auxiliar 90 mil pessoas, o que equivale aproximadamente ao número de famílias projetadas. Cada cabaz é constituída por produtos de primeira necessidades como arroz, massa, feijão, óleo, leite, entre outros

Para uma maior transparência na compra dos produtos para o reforço de stock existente, sob a responsabilidade das delegações escolares, é feita mediante um plano de aquisição previamente estabelecida e aprovadas pela FICASE

Quanto aos géneros ou produtos doados procede-se a regras estabelecidas no que diz respeito à entrada dos mesmos nos armazéns através de um guia de entrada

Recorde-se que a constituição dos cabazes e sua distribuição foi definida de forma consensual e integram as delegações escolares em articulação com Câmaras Municipais, Serviços de Proteção Civil, Cruz Vermelha de Cabo Verde, Organizações Religiosas e ONG’s.

 

Calheta S. Miguel com População Esclarecida e Cooperante

Na Calheta de São Miguel, Ilha de Santiago o Conselho Local da Cruz Vermelha de Cabo Verde, conjuntamente com a Delegacia de Saúde local deram início, na vila, ao trabalho de sensibilização sobre como comportar-se para evitar o contágio pelo novo Coronavírus. Neste périplo, os participantes foram agraciados com uma caixa de mascara de proteção, um gesto recorrente do nosso parceiro, José Luís Moreira, Gerente da empresa “Massa Beton”, garante Sílvio Tavares, Presidente do Conselho Local.

Para o responsável local desta instituição humanitária, os objetivos, para vencer esta luta que é de todos, têm sido cumpridos. Realça ainda que se sentiu confortável ao deambular pela cidade, e encontrar pessoas bem informadas, esclarecidas e responsáveis que vêm cumprido com comprometimento as medidas impostas pelas autoridades de saúde, o que lhes têm facilitado o trabalho.

Conselho Local de S. Vicente

Confiantes e engrandecidos na missão de ajudar o próximo

 clsvajudarprox

Não obstante Cabo Verde contar com apenas seis casos confirmados da COVID-19, o reflexo do acentuado sofrimento humano que perspetiva uma crise com ameaças multifacetadas obriga-nos a focar cada vez mais na prevenção de forma a debelar ao máximo as infeções e mortes que vem devastando por todo o mundo. Essa calamidade mundial tem aumentado as necessidades humanitárias e exige da Cruz Vermelha ao nível planetário cada vez mais eficiência na prestação de uma assistência oportuna e inclusiva.

Perante este novo tipo de crise o governo, as instituições, em especial, as pessoas necessitam mais do que nunca da Cruz Vermelha, quer em termos de assistência, como de esclarecimentos e sensibilização.

É neste diapasão que os Concelhos Locais estão alinhados e segundo a Presidente do Conselho Local de S. Vicente, Romine Oliveira, os voluntários sob o seu comando estão confiantes nesta caminhada e a missão de ajudar o próximo muito lhes engrandece.

Neste período que vigora o Estado de Emergência o Conselho Local de S. Vicente implementou um novo modelo de trabalho para o lar de idosos. Para evitar a exposição dos seus funcionários garantiram-lhes transporte. O horário de trabalho passou-se para 12 horas com 24 de descanso. Dos 14 internos, conseguiu-se devolver 5 aos seus familiares e os 9 restantes que ficaram no lar reforçou-se--lhes o atendimento, os cuidados passaram a ser garantidos por dois enfermeiros a tempo integral e de forma alternada, semanalmente. As medidas de segurança foram fortalecidas.

No que concerne à sensibilização o Conselho Local da ilha de Monte Cara iniciou-se a produção de cartazes, com mensagens de reforço à prevenção, que serão distribuídos nas zonas de maior vulnerabilidade. A ideia consubstancia o impacto que se quers passar e a chamada de atenção de pessoas para este sério e preocupante problema do COVID-19.

Como foi noticiado, os 19 Conselhos Locais estão a adaptar as suas sedes, para que em caso de necessidades, serem utilizadas pelas estruturas de saúde da ilha ou do concelho e foi neste sentido que atendemos a solicitação do da Câmara Municipal da Rª Grande em Santo Antão, disponibilizando-os 6 camas, para reforçar o apetrechamento de um espaço que se destina a confinamento de pessoas caso for necessário, enalteceu Romina Oliveira.

Ainda no âmbito preventivo, aproveitando a dinâmica e o espirito e a vontade de ajudar o próximo que se vive no seio dos voluntários, decorre uma campanha de sensibilização para a doação de sangue.

Em colaboração com o Hospital Batista de Sousa, um enfermeiro, um assistente social e dois socorristas do voluntariado do Conselho Local de S. Vicente e dois Agentes da Polícia Nacional, estarão no terreno nos próximos dias para auxiliar pessoas de grande vulnerabilidade social e portadoras de doença mental crónica, na administração de medicamentos injetáveis receitados que, devido a especificidade de suas doenças não procuram os serviços de saúde. Prevê-se ainda, como medida de segurança neste período que vigora o estado de emergência, fazer a distribuição de outros medicamentos, prescritos pelos médicos deste hospital a pacientes com doenças crónicas, deficiências motoras e idade avançada.

Segundo a presidente do Conselho Local de S. Vicente a prioridade desta instituição humanitária é fortificar as medidas de segurança e proteção, intensificar as sensibilizações nas zonas de maior vulnerabilidade social.

 

As estruturas da Cruz Vermelha de Cabo Verde a nível dos Conselhos Locais estão no terreno a colaborar com as autoridades no combate ao COVID-19. Têm prestado assistência aos mais vulneráveis, na sensibilização de cuidados a ter para evitar o contágio. 

Segundo o Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Dr. Arlindo Soares de Carvalho o foco desta instituição humanitária enquanto auxiliar dos poderes públicos está centrado em apoiar as autoridades sanitárias la onde se mostrar necessário. Neste momento garante que médicos, enfermeiros e socorristas ligados à Cruz Vermelha estão no terreno a prestar amparo aos que precisam. Continuando disse que a par dos médicos e enfermeiros, a Cruz Vermelha têm especialistas nas áreas Psicossocial a prestarem auxílio nos domicílios.

Ao nível das infraestruturas, a Cruz Vermelha já adaptaram as 19 sedes dos Conselhos Locais do país de forma a apoiarem as estruturas de saúde em caso de necessidade, para os utilizar com enfermaria, sala laboratorial ou outro fim qualquer. Na cidade da Praia, onde se situa o hospital central e se prevê um maior número de casos devido a sua composição demográfica, a CVCV está a configurar uma parte do armazém, sito em Achada Grande, para, também, reforçar a capacidade de internamento de eventuais infetados de COVID-19 que possam surgir.

Recorde-se que em Cabo Verde o primeiro caso foi confirmado a 18 de março na ilha da Boavista e que desde o passado sábado, 28 de março o país encontra-se em estado de emergência até ao dia 27 de abril, e em termos de transmissão esta em fase de perigo eminente.

O COVID-19 foi detetado em dezembro de 2019, na China, e já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil. Em Cabo Verde regista-se 6 casos confirmados e 1 óbito.

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