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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

O Presidente da Cruz Vermelha e sua equipa recebeu ontem o Grupo Europeu de Cooperação Económica e Desenvolvimento (EUCED)

O encontro serviu para estreitar laços entre as duas entidades com perspectiva de desenvolver possibilidade de cooperação e iniciativas de financiamento/investimentos nos mais diversos domínios como energias renováveis, unidades de dessalinização de água nas pequenas comunidades, novas tecnologias/jogos, saúde e modernização de serviços.

A delegação do EUCED foi constituída pelo Presidente do Conselho de Administração da EUCED, Dr. Manuel Pereira, a Vice Presidente do Conselho de Administração Dr.ª Helena Faustino, e o membro do Conselho Consultivo, Engº. Marco Caetano.

Nos dias 17 e 18 do corrente mês, o Presidente  da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Soares de Carvalho participou do encontro da Governança Africana das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em Abuja (Nigéria).

O evento foi organizado conjuntamente pelo Bureau da Região Africana da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho sedeado em Nairobi (Kenya) e a Sociedade Nacional da Cruz Vermelha da Nigéria.

Na véspera da organização da próxima Conferência Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (CI), da próxima Assembleia Geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICR) e do Conselho de Delegados (CoD) a terem lugar no próximo mês de Dezembro, a reunião da AGG (African Group Governance) teve como propósitos:

- Sessão de informação sobre as grandes operações da Federação Internacional em África no quadro de resposta às grandes catástrofes e crises que assolaram o solo africano nos  últimos tempos como o Ciclone IDAI em Moçambique, Conflitos em República Democrática  de Congo, Ataques terroristas na Nigéria, Guerra no Sudão, pandemia de ébola na região da África Austral, seca e fome na Região do Sahel;

- Sucessos e desafios no seio das Sociedades Nacionais Africanas (Apoios pelos pares, gestão dos problemas de governança e integridade).

- Sessão de informação sobre o funcionamento dos Grupos Sub-Regionais Africanos (Sahel Plus, West Coast, COSNAC, SAPRECS, África do Norte e RCNET).

- Progressos observados na implementação do Plano de Acção de Abidjan pelas  Sociedades Nacionais Africanas.

- Preparação da Xª Conferência Pan-africana (PAC) a ter lugar em Nairobi (Quénia).

- Discussão sobre assuntos/questões da Governança no seio das Sociedades Nacionais  Africanas e da FICR.

- Ponto da situação sobre as mudanças da governança e leadership no seio das Sociedades  Nacionais Africanas e da FICR.

- Preparação das próximas reuniões estatutárias do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho a terem lugar na primeira semana do mês de Dezembro do ano em curso (Conferência Internacional da Cruz Vermelha e do  Crescente Vermelho (CI), da próxima Assembleia Geral da Federação Internacional das  Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICR) e do Conselho de Delegados (CoD).

Tomaram parte na reunião da AGG:

- Membros do Comité de Direcção da Xª Conferência Pan-africana (PAC) (Vice-Presidente e membros africanos do Conselho de Direcção da FICR; o Presidente e o Secretário do Comité de Direcção do PAC)

- Membros da AGG (Membros Africanos do Conselho de Direcção da FICR, os Presidentes dos Grupos Sub-Regionais, a Conselheira Regional para África).

- Director Substituto para a Região África da FICR.

De regresso para Cabo Verde em trânsito para o Senegal, o Presidente teve encontros de trabalho dom as Delegações do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICR) e du Bureau de Cluster Sahel da FICR.

Conselho Local da Praia tem em andamento um projecto de apoio às comunidades carenciadas. Neste ultimo fim de semana foram realizadas várias actividades na localidade de Simão Ribeiro, nomeadamente feira de saúde, palestras,entrega de roupas e entrega de Kits escolares.

A Cruz Vermelha de Cabo Verde defende valores comunitários que incentivam o respeito a outros seres humanos e a disposição de trabalhar juntos para encontrar soluções para  diferentes problemas das comunidades.

A Cruz Vermelha de Cabo Verde, através dos Conselhos Locais, tem ainda o compromisso de fornecer às comunidades informações oportunas, relevantes e  acionáveis ​​que salvam e melhoram as suas vidas. 

 

Nova York, 19 de setembro de 2019 - Um novo relatório “ O custo de não fazer nada” pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) adverte que o número de pessoas que precisam de assistência humanitária todos os anos como resultado de desastres relacionados ao clima pode dobrar até 2050.

O relatório estima que o número de pessoas que precisam de assistência humanitária como resultado de tempestades, secas e inundações possa ultrapassar 200 milhões anualmente - comparado a um número estimado de 108 milhões hoje.

Além disso, sugere que esse aumento no número de pessoas pagaria um preço financeiro enorme, com os custos humanitários relacionados ao clima chegando a 20 bilhões de dólares por ano até 2030, num cenário mais pessimista.

Falando em Nova York, na véspera da Cúpula de Ação Climática da ONU, o presidente da IFRC, Francesco Rocca, disse:

“Essas descobertas confirmam o impacto que a mudança climática está tendo, e continuará tendo, em algumas das pessoas mais vulneráveis ​​do mundo. Também demonstra a tensão que o aumento de desastres relacionados ao clima poderia causar às agências de ajuda e doadores. ”

“O relatório mostra o custo claro e assustador de não fazer nada. Mas também mostra que há uma chance de fazer algo. Mas agora é a hora de tomar medidas urgentes. Ao investir na adaptação climática e na redução do risco de desastres, inclusive por meio de esforços para melhorar o alerta precoce e a ação humanitária antecipada, o mundo pode evitar um futuro marcado pela escalada do sofrimento e pelo aumento dos custos da resposta humanitária ” , disse Rocca.

 O custo de não fazer nada se baseia no trabalho e na metodologia do relatório Shock Waves do Banco Mundial e se baseia em dados da ONU, no banco de dados internacional de desastres do EM-DAT, bem como nas estatísticas de desastres da IFRC. O relatório mostra que estamos diante de uma escolha gritante. Nenhuma ação e custo provavelmente aumentarão. Tomar acções determinadas e ambiciosas agora que priorizem o desenvolvimento inclusivo e inteligente para o clima e o número de pessoas que precisam de assistência humanitária internacional anualmente podem cair para 68 milhões em 2030 e até cair para 10 milhões em 2050 - um redução de 90% em relação a hoje.

Julie Arrighi, consultora do Centro Climático da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, e uma das principais colaboradoras do relatório, disse:

Neste relatório, apresentamos algumas das possíveis consequências, caso a comunidade global não consiga aumentar a ambição de enfrentar os riscos crescentes em um clima em mudança. Também mostra alguns dos possíveis resultados positivos se, de fato, a comunidade global agir agora para criar resiliência, adaptar-se e enfrentar a atual crise climática

 "Esperamos que este relatório ajude a criar impulso durante a próxima Cúpula de Ação Climática e além, para aumentar o investimento em desenvolvimento inclusivo e inteligente para o clima - incluindo emissões reduzidas, mas especialmente esforços renovados para se adaptar aos riscos crescentes", disse Arrighi.

Para ler o relatório completo visite www.ifrc.org/costofdoingnothing

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