
O Centro de Dia Maria Helena Spencer foi inaugurado, no dia 1 de outubro, em Ribeira Brava, São Nicolau, por ocasião do Dia Internacional da Pessoa Idosa, criando um novo espaço dedicado ao convívio, cuidado e acompanhamento das pessoas idosas e homenageando o percurso de mais de três décadas de voluntariado de Maria Helena Spencer na Cruz Vermelha de Cabo Verde.
A cerimónia de inauguração reuniu representantes da Cruz Vermelha de Cabo Verde, do poder local, colaboradores, voluntários, familiares e membros da comunidade, num momento marcado pela celebração, reconhecimento e valorização das pessoas idosas.
Durante a cerimónia, o Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo de Carvalho, destacou o significado do novo espaço, sublinhando que o Centro de Dia representa um lugar de proximidade, onde as pessoas idosas podem encontrar companhia, cuidado, respeito e atenção.
“Além de paredes e salas, este Centro de Dia representa uma promessa de proximidade”, afirmou o Presidente, destacando a importância de criar espaços onde as histórias sejam ouvidas, as memórias preservadas e a dignidade das pessoas colocada no centro da ação.
Arlindo de Carvalho aproveitou igualmente a ocasião para reconhecer o contributo dos anteriores dirigentes e de todos aqueles que, ao longo dos anos, contribuíram para a construção da história da Cruz Vermelha de Cabo Verde.
Entre os homenageados esteve Maria Helena Spencer, conhecida por “Lena”, cujo nome foi atribuído ao novo Centro de Dia em reconhecimento pelo seu percurso de mais de três décadas de voluntariado na instituição.
O Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde destacou o percurso de Lena e a forma como abraçou os valores da instituição, fazendo do voluntariado uma expressão de serviço e dedicação às pessoas.
“A Cruz Vermelha está aqui para prestar socorro, mas também para transmitir valores”, afirmou Arlindo de Carvalho, deixando um apelo às novas gerações, em particular aos jovens, para que encontrem no percurso de Maria Helena Spencer uma referência de solidariedade e serviço à comunidade.
O Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde manifestou ainda o desejo de que o novo Centro de Dia seja um espaço de humanidade, onde cada pessoa idosa encontre companhia, respeito, carinho e motivos para sorrir.
Por sua vez, a Presidente do Conselho Local da Cruz Vermelha na Ribeira Brava destacou a importância das pessoas idosas na construção da sociedade, considerando-as parte essencial da história e da identidade das comunidades.
“São memória viva daquilo que fomos e inspiração para aquilo que queremos continuar a ser”, afirmou, defendendo que as pessoas idosas devem ser valorizadas e tratadas com respeito, carinho e dignidade.
Em representação da Câmara Municipal da Ribeira Brava, a Vereadora para a Área Social, Gabriela Brito, destacou a parceria entre a edilidade e a Cruz Vermelha de Cabo Verde, manifestando a disponibilidade do município para continuar a trabalhar em conjunto na criação de respostas dirigidas às comunidades.
A vereadora desejou que o Centro de Dia Maria Helena Spencer seja um espaço de encontro, alegria e esperança, onde as pessoas se sintam acolhidas, valorizadas e respeitadas.
Uma homenagem a três décadas de voluntariado
Um dos momentos centrais da cerimónia foi a homenagem a Maria Helena Spencer, que recebeu o reconhecimento pelo seu percurso de mais de 30 anos de dedicação voluntária à Cruz Vermelha de Cabo Verde.
Visivelmente emocionada, Lena recebeu a homenagem com humildade e destacou as pessoas que fizeram parte da sua trajetória ao longo dos anos. Para a homenageada, a história construída na Cruz Vermelha é também uma história coletiva, partilhada com colegas, voluntários e todos aqueles que caminharam ao seu lado.
A celebração ganhou um momento especial quando João Eugénio Cabral, marido da homenageada, interpretou alguns temas musicais em sua homenagem, proporcionando um encerramento marcado pela emoção e pelo afeto.
A inauguração do Centro de Dia Maria Helena Spencer, no Dia Internacional da Pessoa Idosa, representa assim a criação de um espaço dedicado ao cuidado e à convivência, mas também o reconhecimento de uma trajetória de voluntariado que atravessa gerações.
Um espaço onde a experiência e as memórias das pessoas idosas encontram lugar, onde o cuidado se transforma em presença e onde cada encontro pode contribuir para uma comunidade mais próxima e solidária.