A Cruz Vermelha de Cabo Verde está a trabalhar para criar um sistema complementar ao sistema nacional de saúde. É com este foco que coloca a saúde como prioridade da sua agenda atual, cumprindo a missão de prevenir e atenuar o sofrimento humano, com destaque para os grupos vulneráveis.

A Instituição pretende inaugurar, em breve, o seu primeiro laboratório de análises clínicas, no país. Uma aposta que conta com apoio de diversos parceiros nacionais e internacionais e em especial com apoio da Cruz Vermelha Portuguesa e orientação da Eris – Entidade Reguladora Independente da Saúde.

Para avançar com a iniciativa a CVCV já criou uma entidade jurídica que vai cuidar de todos os aspetos das áreas de saúde e cuidados levados a cabo pela instituição humanitária.

Este momento é de estudar como será o serviço “porque, como sabemos, aquilo que é totalmente gratuito tem pernas curtas. Daí a necessidade de identificar as pessoas mais vulneráveis e formas de garantir a sustentabilidade do projeto, explica o presidente da CVCV Arlindo de Carvalho. 

Projetos Futuros

De referir que a Cruz Vermelha já tem prática em termos de respostas na área dos primeiros socorros, estando já a estruturar a criação de uma escola de formação em primeiros socorros, um centro de imagiologia, um centro de fisioterapia, uma rede de farmácias e ainda já está em estudo a criação de um hospital da Cruz Vermelha, no país.

Projetos que mereceram apreciações positivas por parte do Presidente da Republica, José Maria Neves, que considera que o país evoluiu muito na área da saúde, entretanto com o crescimento do país, consequentemente, aumentaram também as demandas e os desafios demandando novos saltos e para isso “contem com o apoio do presidente da república”, prontificou.

O Presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, congratula-se com os projetos apresentados pela CVCV e ainda mais com a possibilidade de fazer chegar às pessoas mais vulneráveis serviços que muitas vezes custam mais do que um salário mínimo nacional. Ainda mostrou-se disponível em ceder espaços para auxiliar na construção de edifícios que sirvam o Plano de Saúde da CVCV.

A Cruz Vermelha Portuguesa, que detém um dos hospitais de referência naquele país, também mostra-se satisfeita com os projetos, em andamento, colocando-se inteiramente à disposição da sua congénere cabo-verdiana para continuar a apoiar lá onde for necessário. 

O presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, António Saraiva, propõe, desde já, formações para as equipas cabo-verdianas em diversas áreas sugerindo, por exemplo, a implementação em Cabo Verde do Cartão de Saúde (que permite ao utente uma série de vantagens), e do serviço de teleassistência, que permite monitorizar os cidadãos sem que se tenham que se deslocar as estruturas de saúde. “É possível com a digitalização, monitorizar o estado de saúde do utente e dar respostas mais céleres”. 

“A instituição portuguesa tem um conjunto de valências acumuladas ao logo dos seus 159 anos de existência que podemos permutar com a Cruz Vermelha de Cabo Verde e sinergicamente melhorarmos a nossa relação”, conclui.

Os projetos na área da saúde foram apresentadas às entidades no âmbito da visita de uma delegação da Cruz Vermelha Portuguesa à Cabo Verde.

 

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