A Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV), com o apoio da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), lançou um Apelo de Emergência de 3 milhões de francos suíços (cerca de 340 milhões de escudos) para apoiar mais de 40 mil pessoas gravemente afetadas pelas recentes inundações, sobretudo nas ilhas de São Vicente e Santo Antão. Para responder à fase imediata da crise, já foram mobilizados 565 mil francos suíços (mais de 66 mil contos) através do mecanismo DREF da FICV. 

Também para auxiliar nas atuações, Alexander Claudon, chefe da delegação do Cluster de Dakar da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, que cobre países como Cabo Verde, Senegal, Mauritânia e Gâmbia, garante que pelo menos 200 mil contos já foram garantidos por parceiros internacionais. Os doadores, que já responderam ao apelo, conforme explica, são parceiros que de países da União Europeia, Estados Unidos da América e Japão.

Conforme explicou Abdoul Wahabou, Diretor do Gabinete de Catástrofes da Cruz Vermelha de Cabo Verde, o plano de resposta prevê apoiar 1.500 famílias e centra-se em áreas como abrigo, habitação e assentamentos, atribuição de subsídios em dinheiro para múltiplos fins, saúde, saneamento e higiene, bem como proteção, género e inclusão, além do envolvimento da comunidade e da responsabilização.

O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Carvalho, sublinha que o Norte do país é considerado uma zona de risco, anunciando a intenção de instalar um centro de operações humanitárias em Porto Novo, destinado a servir Cabo Verde e a sub-região africana.

A apresentação do Fundo e das estratégias de resposta aconteceu em São Vicente com a presença de Arlindo de Carvalho, presidente da CVCV, Alexandre Claudon, chefe do Cluster de Dakar da FICV, do Primeiro-Ministro Ulisses Correia e Silva, o Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, o Ministro do Mar, Jorge Santos, o Ministro da Promoção de Investimentos, Eurico Monteiro, a Secretária de Estado da Inclusão Social, Lídia Lima, o Presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, o presidente da Proteção Civil Domingos Tavares assim como a porta-voz do Gabinete de Crise, a comandante Vitória Veríssimo. O objetivo é unir esforços, entre os diferentes intervenientes para garantir respostas coordenadas e concertadas, visando a reconstrução das três ilhas mais afetadas pelas chuvas de 11 de agosto. 

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