A Cruz Vermelha de Cabo Verde estará representada na edição de 2026 da Fiaccolata de Solferino, uma marcha a luz de tochas considerada um dos momentos mais emblemáticos do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, pela Coordenadora Nacional de Voluntariado e Juventude, Dra. Kenny Mascarenhas Monteiro.

Realizada anualmente em Solferino, Itália, a Fiaccolata é uma homenagem à ação humanitária que deu origem ao Movimento. O evento recorda a histórica mobilização promovida por Henry Dunant após a Batalha de Solferino, em 1859, quando milhares de soldados feridos receberam assistência graças ao esforço solidário da população local de Castiglione delle Stiviere.

Mais de 160 anos depois, voluntários da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho de todo o mundo continuam a percorrer o trajeto entre Solferino e Castiglione, transportando tochas como símbolo da esperança, da solidariedade e do compromisso humanitário. A caminhada representa a força da humanidade e a dedicação de milhões de voluntários que, diariamente, prestam assistência às comunidades mais vulneráveis.

A participação da Cruz Vermelha de Cabo Verde nesta importante celebração internacional reforça o compromisso da instituição com os Princípios Fundamentais do Movimento, nomeadamente a Humanidade, Imparcialidade, Neutralidade, Independência, Voluntariado, Unidade e Universalidade.

A edição de 2026 assume um significado especial, num contexto em que as necessidades humanitárias continuam a crescer em todo o mundo. Solferino mantém-se como um espaço de reflexão, diálogo e compromisso coletivo, onde representantes das Sociedades Nacionais se reúnem para fortalecer a ação humanitária e construir uma visão partilhada para o futuro.

Neste Ano Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Sustentável, a Fiaccolata será também uma oportunidade para homenagear os milhões de voluntários que, através do seu compromisso, compaixão e espírito de serviço, transformam diariamente os ideais humanitários em ações concretas.

A intenção é mostrar que a luz acesa em Solferino há mais de 160 anos continua a iluminar o trabalho de cada voluntário e de cada comunidade fortalecida pela humanidade.

 

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