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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

Na sessão de abertura da Mesa Redonda dedicada à Estratégia de Transição do Quadro Operacional de Emergência para a Fase de Reconstrução, realizada na Praia e promovida pela Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV),Alexander Claudon, Delegado do Cluster da FICV em Dakar,destacou a grande responsabilidade de responder à recente catástrofe e sublinhou que a Federação Internacional está no país para apoiar a CVCV, no exercício do seu papel de auxiliar dos poderes públicos, em matéria humanitária.

Observou que os efeitos e a magnitude dos fenómenos naturais representam um desafio crescente para todos. Por isso, frisou a necessidade de insistir na preparação e na coordenação, especialmente num contexto global em rápida mudança, no qual até grandes países têm alterado as suas políticas, criando novas realidades e incertezas.

Sublinhou que exercícios como esta Mesa Redonda são fundamentais, uma vez que cada recurso disponível deve ser investido de forma coordenada entre as agências de resposta, a CVCV, as comunidades e a sociedade civil. Advertiu que, sem essa articulação, será muito difícil enfrentar os desafios futuros, mas que, atuando de forma conjunta, existe uma real possibilidade de alcançar objetivos importantes.

Rendeu homenagem aos voluntários e voluntárias da CVCV, com os quais já teve oportunidade de trabalhar. Descreveu-os como pessoas altamente ativas nas comunidades, com um nível de maturidade extraordinário, afirmando com convicção que “os voluntários da Cruz Vermelha são os melhores”. Também disse ter sido satisfatório ver como as próprias como as comunidades responderam com prontidão, apoiadas por voluntários que conhecem profundamente o terreno.

Apesar do contexto humanitário africano desafiante, destacou que, em agosto, houve um esforço notável de solidariedade por parte dos parceiros da CVCV. Para ele, foi uma surpresa extremamente positiva ver o grande número de parceiros internacionais — desde governos a organizações cooperantes — interessados em prestar apoio ao país.

Assinalou que esta Mesa Redonda é uma oportunidade para ouvir, tomar notas, partilhar ideias e compreender como os recursos podem ser adaptados às prioridades nacionais, reforçando que a participação ativa é vital. Sublinhou que esta abordagem está alinhada com a direção estratégica definida pelo Secretário-Geral da CVCV, Dr. Salomão Furtado e sua equipa.

Por fim, reconhecendo que a coordenação tem sido desafiadora, especialmente porque cada instituição tem a sua própria rotina, mas reiterou a importância do esforço conjunto para fortalecer a resposta humanitária em Cabo Verde.

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