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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Carvalho, apresentou à Inforpress o Plano de Contingência da Sociedade Nacional da Cruz Vermelha de Cabo Verde para Infecção Humana ao novo coronavírus, Covid-19, em caso de surto no arquipélago.

O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Carvalho, apresentou à Inforpress o Plano de Contingência da Sociedade Nacional da Cruz Vermelha de Cabo Verde para Infecção Humana ao novo coronavírus, Covid-19, em caso de surto no arquipélago.

 

O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Carvalho, apresentou à Inforpress o Plano de Contingência da Sociedade Nacional da Cruz Vermelha de Cabo Verde para Infecção Humana ao novo coronavírus, Covid-19, em caso de surto no arquipélago.

O documento enviado à Inforpress apresenta o Plano de Contingência (PC) da Sociedade Nacional da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) para Infecção Humana pelo novo Coronavírus (Covid-19) e define o nível de resposta e da estrutura de coordenação correspondente, a ser configurada em cada nível de resposta.

O plano é composto por três níveis de resposta, designadamente alerta, perigo iminente e emergência em saúde pública de âmbito nacional, sendo que o nível é baseado na avaliação do risco do novo coronavírus que pode ou não afectar Cabo Verde e o impacto na saúde pública. Plano

O projecto abarca questões consideradas importantes, nomeadamente a transmissão da doença, modo de transmissão, eficácia da transmissão entre reservatórios para humanos ou humano para humano, capacidade de sustentar o nível da comunidade e surtos.

Dá uma especial atenção, ainda, a demonstração da propagação geográfica nacional do Coronavírus entre humanos, animais, como a distribuição global das áreas afectadas, a proporção das grandes mobilidades e viagens de nacionais e estrangeiros entre as áreas afectadas e o arquipélago.

No registo consta que a gravidade clínica da doença varia de complicações graves, internamentos e mortes, vulnerabilidade da população, incluindo imunidade preexistente, grupos-alvo com maiores taxas de ataque ou maior risco de graves doenças.

Disponibilidade de medidas preventivas e possíveis tratamentos, e recomendações da Organização Mundial da Saúde e evidências científicas publicadas em revistas científicas constam ainda deste plano.

A Cruz Vermelha de Cabo Verde, segundo o seu responsável, está a concentrar os seus esforços nas áreas em que pode trazer, mais-valia de acordo com as suas competências, atribuições, orientações, e directrizes, em estrita obediência dos princípios fundamentais do Movimento Internacional Cruz Vermelha e Crescente Vermelho.

Lê-se no documento que “retraça uma rápida visão geral das principais ferramentas e directrizes que a Cruz Vermelha de Cabo Verde dispõe, e que os voluntários precisam ter conhecimento e estarem cientes para a sua aplicação na planificação e abordagens em matéria de comunicação, no quadro das operações de preparação e resposta à nova epidemia da coronavírus.

Cabo Verde conta neste momento com quatro casos positivos de Covid-19, sendo que os três primeiros foram registados na ilha da Boa Vista, todos em estrangeiros, com o registo de uma morte de um turista inglês, de 62 anos, que foi o primeiro caso confirmado de Covid-19 no país, falecido na noite de segunda-feira, 23.

O mais recente caso positivo foi testado na Cidade da Praia e divulgado hoje a um cidadão cabo-verdiano, de 43 anos, residente em Achada São Filipe, que chegou de França no dia 18 e que começou a apresentar um quadro respiratório com tosse e febre, tendo o resultado do exame para Covid-19 sido positivo.

Cabo Verde vai passar a partir da meia noite à situação de risco de calamidade, na Proteção Civil, face à pandemia de covid-19, avançando o encerramento de empresas públicas e a suspensão das ligações aéreas e marítimas interilhas de passageiros.

 Numa declaração ao país, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, anunciou o “reforço significativo” das medidas, até 17 de abril, numa altura em que o país regista quatro casos de covid-19 e um óbito, acrescentando que o Governo “é favorável” à declaração de situação de emergência a nível nacional, que está a ser ponderada pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca.

 

Considerando a rápida prolefiração do COVID-19 com situação calamitosa em diversos países, com impacto mui assustador e reflexo preocupante em todos os sectores da vivência humana, o Governo de Cabo Verde, sentiu-se forçado a aprovar um Plano de Contingência Nacional (PCN) acompanhado de uma forte actividade formativa e de sensibilização, assim como rigorosas restrições na realização de eventos coletivos a fim de estancar a sua propagação e consequentemente a diminuição do risco de contágio.

E face à notícia veiculada, ontem, 19 do corrente mês de março, pelo Ministério da Saúde, confirmando o primeiro caso de contaminação importada de coronavirus de um cidadão estrangeiro, na ilha da Boavista, o Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Dr. Alindo Carvalho, tendo em conta a missão humanitária desta instituição, em prol do alívio do sofrimento humano e da promoção do bem-estar social, determinou a suspensão temporária das reuniões do Conselho Superior e do Conselho Executivo da CVCV, ressalvando, no entanto, a possibilidade de reunirem em caso de necessidade extrema.

A Cruz Vermelha de Cabo Verde, enquanto instituição de cariz humanitário e auxiliar dos poderes públicos, vai estar reunido no próximo dia 11 do mês de março, a partir das 9h00, na sede do Conselho Local, da Praia, sito no Paiol, com o propósito de debater a problemática do COVID-19 que vem alastrando de forma rápida por todo o planeta.

Este encontro que será presidido pelo Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Tenente Coronel Arlindo Carvalho será subdividida em duas partes. No período de manhã, o Conselho Executivo da CVCV, seus dirigentes e as estruturas locais das ilhas de Santiago, Sal, Boavista e S. Vicente consideradas de maior risco, estarão reunidos, com o propósito de debaterem informações pertinentes do COVID-19 que permitirá a esta instituição humanitária melhor orientar, posicionar e fixar seu campo de ação e eventuais intervenções.

Recordamos que o COVID-19 apareceu em finais de dezembro do ano passado na cidade de Wuhan, China e com uma rápida disseminação ao nível mundial, o que levou a OMS a decretar emergência de saúde pública de interesse internacional. Neste momento, a sua implicação para a saúde pública ocorre de maneira imprevisível e supera as fronteiras, demandando uma ação internacional imediata e sem precedentes. 

 

Tendo em conta a velocidade da sua propagação e considerando que Cabo Verde é um país de emigração e aberto ao mundo, confere-lhe pressupostos bastantes para considerá-lo um país ameaçado por esta pandemia, pelo que é urgente elevar o nível de alerta, traçar as medidas necessárias em matéria de prevenção, controlo e combate da doença.

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