Conselho Local da Praia aposta em projetos destinados aos idosos, juventude e desporto e a saúde
Com 43 anos de existência, o Conselho Local da Praia pretende executar um conjunto de projetos que têm como públicos-alvo os idosos, a juventude e o desporto. Segundo o seu Coordenador, Fernando Tavares: Médico e militar de profissão, a formação no setor da saúde – Primeiros Socorros também é uma aposta, pois tenciona-se capacitar os voluntários e não só, para auxiliar a comunidade nas suas necessidades básicas.
Fazer chegar as informações de boas práticas e saúde à sociedade e preparar os voluntários para transmitir de forma correta as mensagens e os esclarecimentos às pessoas, constituem os principais objetivos dos programas do Conselho Local da Praia. Nesse sentido, vem capacitando os voluntários nos vários domínios, a começar pela formação em Primeiros Socorros.
A formação em Salvamento aquático visa oferecer aos formandos suporte básico para efetuar “socorrismo” nas principais praias do mar da cidade da Praia e sensibilizar a sociedade sobre os cuidados que se deve ter, para que não haja morte por afogamento. Sendo assim, a formação vai ser realizada em “Kebra Canela” para os voluntários, elementos da proteção civil e o público presente, em parceria com os nadadores-salvadores.
Tendo em conta a importância das pessoas na terceira idade na nossa sociedade, o Conselho Local da Praia juntamente com o Ministério da Saúde pretende dar aos idosos um tratamento ainda melhor, pois segundo Tavares mesmo com um Centro de Dia da Terceira Idade, a Sociedade Nacional da CV sozinha não consegue dar resposta aos cuidados de saúde que as pessoas na terceira idade precisam.
Importa realçar também o projeto a nível da juventude e do desporto que tem como base o programa da Presidência da República “Menos Álcool Mais Vida”, que pretende identificar as zonas de risco do uso abusivo de álcool, para junto da comunidade e das escolas minimizar e combater esta realidade. De referir que a equipa de Coordenação do Concelho Local da Praia tomou posse a 5 de Junho deste ano, constituído por Fernando Tavares como Coordenador, tendo como colaboradores Anísio Almeida, Evandro Lopes e Patrick Sena.
Centro de Dia da 3ª Idade tem desempenhado um papel importante na nossa vida dos nossos idosos, afirma coordenadora Fátima Carvalho
A Coordenadora do Centro de Dia da 3ª Idade, Fátima Carvalho considera que o espaço tem desempenhado o seu papel de acolher e cuidar dos idosos que precisam de uma atenção especial e um apoio incondicional. Para isso tem realizado diferentes atividades e diárias que tem auxiliado os idosos a terem uma vida dinâmica não só no Centro, mas também em casa.
Com o objetivo de contribuir para uma vida ativa na terceira idade, o Centro de Dia da Terceira Idade faz uma programação diária, que inclui diversas atividades e ensinamentos aos idosos praienses. As atividades começam logo pela manhã com a primeira refeição do dia, o pequeno-almoço, depois fazem higienização e beneficiam de mais atividades lúdicas e recreativas. Ainda duas vezes por semana recebem aulas de alfabetização e cuidados de saúde, exercícios físicos e acompanhamento médico às terças-feiras.
Quanto aos idosos a domicílios recebem o mesmo tratamento, pois os voluntários da CVCV deslocam às suas casas para entrega das refeições, prestar assistência médica e medicamentosa, acompanhar em questões de internamento e trazer ânimo à sua vivência.
Relativamente à saúde, há neste momento poucos médicos a prestarem serviços de acompanhamento das pessoas na terceira idade, com doenças como a diabete, entre outros. No entanto, afirma que o Centro tem estagiários de Enfermagem que cuidam dos utentes, através de triagem e higienização.
Para Fátima Carvalho o Centro tem funcionado bem, porém se tivesse uma equipa multidisplinar completa, bem como um espaço para os idosos dormirem e descansarem durante o dia seria muito melhor.
De referir que o Centro de Dia da Terceira idade alberga neste momento 24 idosos, sendo 4 a domicílio.

A XI Assembleia Geral que decorreu este final de semana na cidade da Praia, elegeu uma nova administração e um novo Presidente, o Tenente-Coronel Arlindo Carvalho, para além da aprovação da revisão dos estatutos da um novo estatuto da instituição do qual se destaca a alteração do mandato do Presidente de três para quatro anos.
Arlindo Carvalho sucede, então, a Mário Moreira que durante os últimos seis anos conduziu os destinos desta Sociedade Nacional do Movimento Internacional da Cruz Vermelha.
Falando já como presidente eleito pelo Conselho Superior, Carvalho enalteceu o trabalho feito no passado e todos os que dirigiram a instituição, sublinhando a importância da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) que tem tido uma intervenção ampla e diversificada.
Por sua vez, o Presidente cessante, Mário Moreira, agradeceu aos voluntários, parceiros e amigos da CVCV o apoio dispensado à nossa ONG durante o seu mandato, assim como a “confiança” nele depositada, manifestando a sua vontade de contribuir como voluntário para o que a institução precisar.
Segundo Moreira, sem estes apoios os feitos alcançados durante o seu mandato, para além da confiança depositada na sua pessoa “estariam comprometidos”.
O novo presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde passa a ter um mandato de quatro anos, em vez dos três, conforme os novos estatutos desta organização humanitária revistos durante a XI Assembleia Geral.
Sobre os Estatutos, a delegada e porta-voz da XI Assembleia Geral da CVCV sublinhou, Madalena Tavares, frisou, à comunicação social, a importância da revisão feita e aprovada, por unanimidade, aos estatutos da CVCV.
Trata-se, considera Tavares, de um “ganho extraordinário”, sendo que o documento carecia, há algum tempo, “já de alguma modernização”.
A XI Assembleia Geral da CVCV decorreu de 20 a 21, na Cidade da Praia.
Resumo do triénio
São tantos os projetos desenvolvidos ao longo do triénio que torna-se difícil destacar um ou outro. Entretanto, este é um exercício que se faz necessário para dar a conhecer alguns dos ganhos conseguidos, a começar pela nossa atuação na sequência da erupção vulcânica e que o leitor pode se inteirar mais no artigo relacionado e já publicado nesta página oficial da CVCV. Algumas outras marcas destes últimos quase quatro anos, já que aqui se inclui, praticamente, todo o ano de 2017, são os progressos feitos ao nível das ações da Sociedade Nacional junto aos vários Conselhos Locais (CL), reforçando a coesão entre a família da CVCV, assim como a dinâmica imprimida pelos própios CL, assim como o reforço da nossa rede de parceiros.
Estes estavam certamente entre os objetivos traçados pelo Conselho Superior que ora finda o seu mandato e terão sido certamente apostas ganhas. Desde logo a administração propôs o reforço e alargamento das parcerias nacionais e internacionais e o engajamento e respostas aos apelos da CVCV e consequentes angariações em resposta à erupção vulcânica são disso exemplos.
Igualmente, este Conselho participou de forma regular nos vários encontros e assembleias gerais dos vários órgãos do Movimento Internacional da Cruz Vermelha, seja no âmbito regional ou global, como atestam as nossas participações em eventos como a IXª Assembleia geral da ACROFA em Libreville – Gabão, ou a 32ª Conferencia Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente vermelho em Genéve (Genebra) (Ver: Cruz Vermelha reforça compromisso e cooperações internacionais)
Uma outra prioridade importante foram também a efetivação de visitas a outros Conselhos Nacionais, nomeadamente à Cruz Vermelha de Portugal em Lisboa ou da Itália em Roma, ou a Espanha, com os quais ainda pudemos reforçar e/ou iniciar para as várias formações no âmbito das nossas parcerias. Um exemplo é a colaboração, com um técnico especializado, da Cruz Vermelha de Espanha na elaboração do nosso plano de atividade 2017/2017 (Ver Cruz Vermelha reforça compromisso e cooperações internacionais
Ver ainda Parte I – Relatório de atividades do triénio e fique a par de todas as ações levadas a cabo ao fim destes últimos quase quatro anos.