A Cruz Vermelha de Cabo Verde assume liderança de um dos pilares de implementação da iniciativa global “Alertas Precoces para Todos” (Early Warnings for All – EW4All), lançada em Cabo Verde com o objetivo de reforçar a proteção da população face aos crescentes riscos climáticos. Com esta adesão, o arquipélago passa a integrar o grupo dos países que adotam a iniciativa das Nações Unidas, tornando-se o 42.º a nível mundial e o 25.º em África, num esforço global para assegurar que todas as pessoas estejam protegidas por Sistemas de Alerta Precoce Multirriscos até 2027.
No âmbito desta iniciativa, a Cruz Vermelha de Cabo Verde lidera o Pilar 4 – Preparação e Resposta, focado no reforço da capacidade de governação e da prontidão dos setores público e privado, a todos os níveis. A atuação da instituição visa fortalecer a resiliência das comunidades e melhorar a capacidade de resposta aos impactos dos desastres naturais, colocando as pessoas e as comunidades mais vulneráveis no centro da ação humanitária.
A implementação da iniciativa assenta ainda na coordenação de outros pilares complementares: o Pilar 1 – Conhecimento do Risco de Desastres, sob liderança do Sistema Nacional da Proteção Civil; o Pilar 2 – Deteção e Previsão, liderado pelo Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica; e o Pilar 3 – Disseminação e Comunicação dos Alertas, coordenado pela Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME).
No espírito natalício e de partilha, o Hotel Barceló Praia realiza um lanche solidário com o objetivo de angariar doações em benefício da Cruz Vermelha de Cabo Verde, no âmbito do projeto “Natal Solidário para as Comunidades Vulneráveis”. A iniciativa visa reforçar as ações de apoio às famílias em situação de maior fragilidade social durante esta época festiva.
A atividade, cujos preparativos já se encontram concluídos, contará com a presença de um representante institucional da Cruz Vermelha de Cabo Verde, reforçando a parceria e o compromisso conjunto com a solidariedade e a responsabilidade social. O evento constitui um importante gesto de proximidade e mobilização em favor das comunidades mais necessitadas.
A Cruz Vermelha de Cabo Verde destaca a relevância desta iniciativa, sublinhando que ações como esta contribuem de forma concreta para levar esperança, dignidade e apoio a quem mais precisa, especialmente num período marcado por valores de união, generosidade e cuidado ao próximo.
A Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV), em parceria com o Centro de Atendimento Psicológico (CAP), está a finalizar a capacitação de um novo grupo de voluntários em Primeiros Socorros Psicológicos (PSP), reforçando o compromisso da instituição com o fortalecimento da resposta humanitária e o apoio emocional em situações de crise.
A formação, com um total de 12 horas, é ministrada pelo psicólogo Dr. Jacob Vicente e dirigida a voluntários dos concelhos de Tarrafal de Santiago, São Miguel e Santa Cruz. O curso concentra-se no desenvolvimento de competências práticas essenciais para intervir em cenários de emergência, promovendo a escuta ativa, a estabilização emocional e o encaminhamento inicial de pessoas em sofrimento psicológico.
Esta iniciativa integra a estratégia da Cruz Vermelha de Cabo Verde de ampliar a sua rede de voluntários aptos a oferecer apoio psicológico imediato, em articulação com os serviços especializados de saúde mental e proteção social.
O ato de encerramento da formação está agendado para esta quarta-feira, 10 de dezembro, às 14h30, na sede do Conselho Local da CVCV no Tarrafal de Santiago, onde serão entregues certificados aos formandos.
A CVCV convida os órgãos de comunicação social a acompanharem o evento, que representa mais um passo no compromisso da instituição com a promoção da saúde mental e do bem-estar psicossocial das comunidades cabo-verdianas.
Na sessão de abertura da Mesa Redonda dedicada à Estratégia de Transição do Quadro Operacional de Emergência para a Fase de Reconstrução, realizada na Praia e promovida pela Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV),Alexander Claudon, Delegado do Cluster da FICV em Dakar,destacou a grande responsabilidade de responder à recente catástrofe e sublinhou que a Federação Internacional está no país para apoiar a CVCV, no exercício do seu papel de auxiliar dos poderes públicos, em matéria humanitária.
Observou que os efeitos e a magnitude dos fenómenos naturais representam um desafio crescente para todos. Por isso, frisou a necessidade de insistir na preparação e na coordenação, especialmente num contexto global em rápida mudança, no qual até grandes países têm alterado as suas políticas, criando novas realidades e incertezas.
Sublinhou que exercícios como esta Mesa Redonda são fundamentais, uma vez que cada recurso disponível deve ser investido de forma coordenada entre as agências de resposta, a CVCV, as comunidades e a sociedade civil. Advertiu que, sem essa articulação, será muito difícil enfrentar os desafios futuros, mas que, atuando de forma conjunta, existe uma real possibilidade de alcançar objetivos importantes.
Rendeu homenagem aos voluntários e voluntárias da CVCV, com os quais já teve oportunidade de trabalhar. Descreveu-os como pessoas altamente ativas nas comunidades, com um nível de maturidade extraordinário, afirmando com convicção que “os voluntários da Cruz Vermelha são os melhores”. Também disse ter sido satisfatório ver como as próprias como as comunidades responderam com prontidão, apoiadas por voluntários que conhecem profundamente o terreno.
Apesar do contexto humanitário africano desafiante, destacou que, em agosto, houve um esforço notável de solidariedade por parte dos parceiros da CVCV. Para ele, foi uma surpresa extremamente positiva ver o grande número de parceiros internacionais — desde governos a organizações cooperantes — interessados em prestar apoio ao país.
Assinalou que esta Mesa Redonda é uma oportunidade para ouvir, tomar notas, partilhar ideias e compreender como os recursos podem ser adaptados às prioridades nacionais, reforçando que a participação ativa é vital. Sublinhou que esta abordagem está alinhada com a direção estratégica definida pelo Secretário-Geral da CVCV, Dr. Salomão Furtado e sua equipa.
Por fim, reconhecendo que a coordenação tem sido desafiadora, especialmente porque cada instituição tem a sua própria rotina, mas reiterou a importância do esforço conjunto para fortalecer a resposta humanitária em Cabo Verde.