Infelizmente, muitos países continuam a ver uma ligação religiosa, cultural ou política nos emblemas da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Esta percepção chegou mesmo a afectar o respeito pela neutralidade que lhes é conferida, pondo em causa o seu carácter protectivo. A solução envolveu a adopção, em 2005, de um Protocolo Adicional às Convenções de Genebra que criou o Crescente Vermelho. Este novo emblema é livre de qualquer conotação cultural, religiosa, política ou étnica e tem o mesmo estatuto internacional dos emblemas existentes. Actualmente é utilizado pelo Estado de Israel.
O Crescente Vermelho juntou-se à Cruz Vermelha em 1876, na sequência da guerra russo-turca travada nos Balcãs. Nesta altura, o Império Otomano declarou que passaria a usar o Crescente Vermelho para identificar as suas próprias ambulâncias. Assim, o aparecimento deste segundo emblema adveio da necessidade de se preservar a sensibilidade cultural muçulmana no Movimento.
O emblema que surge na origem do Movimento Internacional é uma Cruz Vermelha em fundo branco, tendo sido adoptado em 1863. Surge nesta forma porque se trata da inversão das cores da bandeira da Suíça, país de Henry Dunant, fundador da Cruz Vermelha.